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SAÚDE

As obras foram lançadas pelo Governador Eduardo Abdula: Centro de Saúde em Mecua promete melhorar condições de saúde de 50 mil pessoas

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Iniciaram-se nesta Terça-feira (18) os trabalhos para a edificação do Centro de Saúde do tipo 1 no Posto Administrativo de Mecua, no distrito de Meconta, num acto orientado pelo Governador de Nampula, Eduardo Abdula.

As futuras instalações do centro de Saúde de Mecua, no distrito de Meconta, prevê atender a mais de 50 mil pessoas sofrendo de variadas enfermidades, com foco principal ao sector da saúde materno infantil (SMI), um dos sectores mais deficitários daquela região.

O projecto foi desenhado e está a ser implementado pela Igreja Católica, liderado pelos missionários de São Bento Benedictionos, em parceria com o Estado, no âmbito da expansão da rede sanitária da província e está orçado em cerca de 2 milhões de euros com previsão de término até ao primeiro trimestre de 2026.

O governador, Eduardo Abdula, afirma que o centro de saúde irá melhorar em grande medida as condições de saúde e de vida da comunidade local. “ Esta iniciativa constitui um passo determinante na ampliação do acesso aos cuidados de saúde, assegurando não apenas o tratamento mas também a prevenção de doenças com impacto directo na melhoria das condições de vida e de saúde das comunidades”.

O Governante diz que o  futuro centro de saúde vai criar uma abrangência dos serviços hospitalares para além do círculo geográfico de Mecua, mas também abarcando zonas circunvizinhas, o que vai contribuir para uma maior cobertura dos serviços essenciais de saúde.

“Esta nova unidade de saúde, que será construída de raiz, terá capacidade de atender a mais de 50 mil habitantes, abrangendo não apenas a população local, mas também as comunidades vizinhas, garantido um serviço de maior proximidade dos cuidados médicos”.

A construção do centro de saúde de Mecua faz parte de um projecto implementado pelo Vaticano com a ajuda dos fiéis da Igreja Católica, que durante a época da COVID-19, prometeram construir hospitais no continente Africano caso a pandemia passasse.

O centro de saúde, a primeira construção no âmbito do referido projecto em Moçambique, tinha como foco a província de Cabo Delgado, no entanto, o projecto foi transferido para Nampula devido aos conflitos armados que afligem a província desde 2017.

O Padre Deusdedit Massao, representante da coligação Benedictionos, garante que o projecto é mais um atestado da vontade de ajudar da Missão São Bento Benedictionos, e com felicidade, garante que 70% dos custos do projecto já foram investidos.

“ Na realidade, o nosso projecto é para ajudar o povo, sabemos claramente que as condições das pessoas não são boas, então nós como missionários consideramos muito o povo, tanto em Nampula como no resto de Moçambique. Esse projecto tem boa sorte, pois 70% do dinheiro está assegurado e não há dúvida com isso, e pedimos ao nosso senhor, Jesus Cristo para acompanhar o projecto”.

O centro de saúde em construção, voltado para um atendimento ambulatório, ou seja, sem a necessidade de internação do doente, contará com diversas especialidades necessárias para o tratamento dos problemas de saúde da população de Mecua. A unidade hospitalar vai incluir análises de sangue, pediatria, enfermaria, odontologista, fisioterapia e dará maior primazia aos cuidados de saúde materno infantil, sendo construídas três salas de parto.

Stefan Hayashi, gestor do projecto, menciona a escolha do distrito de Meconta para a alocação do centro de saúde, como um imperativo nos requisitos inerentes a construção desta nova unidade hospitalar “procuramos um lugar que realmente precisava de ajuda e que não fosse muito longe da capital da província. Sabemos que há muitos problemas em termos de operações de hérnias, quistos, intervenções cirúrgicas, então esse hospital quer tirar um pouco a pressão que o hospital provincial tem, e embora sirva a população local também vai servir a toda Nampula em alguns aspectos”.

O gestor garante que até finais deste ano já se poderão notar avanços na construção do centro de saúde, “Essa primeira fase tem um tempo estimado de 18 meses, e nós começámos em Dezembro do ano passado, então acredito que até finais desse ano podemos ver alguns acabamentos na infra-estrutura”.
Declarou ainda, que neste mesmo período, a equipa receberá diversos equipamentos hospitalares “vamos começar a importar camas, raio-x, teatro operacional, central de esterilização, porém o foco será a saúde materno infantil, mas também estaremos em parceria com o governo para fazer campanhas de vacinação contra cólera, malária entre outras doenças”.

Até ao momento, a localidade de Mecua no distrito de Meconta, conta com apenas um centro de saúde para atender a população, e muitas vezes, não consegue responder as principais dificuldades da mesma, e os doentes, principalmente mulheres grávidas, tendem a percorrer extensos quilómetros para a sede do distrito ou por vezes para o hospital provincial de Nampula para ter atendimento.

Francisco Indicho, ancião morador de Mecua há mais de trinta anos, afirma que o hospital em construção aliviará a população, pois, esta tem passado por diversas dificuldades no centro de saúde local. “Com a vinda desse hospital aqui, vai ajudar muito a população e principalmente as mulheres. Uma mulher quando ficasse grávida, ficava no posto de saúde por três dias sem atendimento, e até agora acontece a mesma coisa”.

Isabel da Graça Manuel, uma das moradoras do posto administrativo, afirma não ver a hora da finalização da construção do centro, pois vê a actual situação como sendo insustentável.

“Nós aqui em Mecua de verdade sofremos muito em relação ao centro de saúde, por exemplo, do nosso bairro para o centro de saúde são 4 km e quando as mulheres grávidas vão dar parto, os enfermeiros têm que enviar ela para a Meconta, mas o centro não tem ambulância, e ambulância do distrito demora muito para vir lhe levar, então rogamos que o nosso centro de saúde termine em pouco tempo.”

Para além do centro de saúde, prevê-se a construção de uma estação missionária, uma escola de Artes e Ofícios, casas para médicos, um prédio de apoio composto por armazéns, geradores e uma morgue. Daniela Caetano

 

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