SOCIEDADE
Agente da UIR baleia civil em barraca em Memba e é instruído a esconder-se para simular detenção
Após disparar contra um cidadão desarmado no distrito de Memba, em Nampula, no último fim-de-semana, o comandante da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) naquele distrito, Nelson Mário, foi instruído a permanecer escondido em casa, com o objectivo de fazer crer que se encontrava detido.
A denúncia chegou ao Jornal Rigor através de fontes posicionadas no distrito. A nossa reportagem tentou ouvir a Polícia da República de Moçambique (PRM) ao nível distrital sobre o incidente. O comandante distrital, embora tenha confirmado ter conhecimento do sucedido, recusou-se a prestar declarações, alegando estar fora do distrito. Já o chefe das operações remeteu o contacto para a porta-voz provincial, que, por sua vez, afirmou não dispor de informações, comprometendo-se a averiguar o caso. O mais preocupante é que o caso ocorreu no fim-de-semana e já circula amplamente nas redes sociais.
O que aconteceu
Segundo apurou o Jornal Rigor, o incidente ocorreu na noite de sábado, 26 de Julho, durante um momento de lazer em que estavam presentes, entre outros, o técnico de saúde Mussa Hauasse, o seu irmão Hauasse Hauasse Mussa, e dois agentes da PRM, incluindo Nelson Mário, comandante da UIR, e um motorista da mesma unidade.
Durante o convívio, deu-se um desentendimento entre Nelson Mário e Mussa Hauasse, que culminou numa agressão com uma garrafa, provocando ferimentos em Mussa. Este dirigiu-se à unidade sanitária para receber os primeiros socorros e, ao regressar ao local para tentar esclarecer a agressão — agora acompanhado do irmão e da esposa —, foi surpreendido com três disparos por parte do agente: dois para o ar e um que atingiu Hauasse Hauasse Mussa na zona abdominal. A vítima foi socorrida e transferida, em estado grave, para o Hospital Distrital de Nacala.
Apesar da gravidade do ocorrido, o comandante Nelson Mário foi visto no dia seguinte a consumir bebidas alcoólicas numa das praias do distrito de Memba, como se nada tivesse acontecido, conforme denunciado pela organização de direitos humanos Kóxukhuro, que actua na província de Nampula.
Num boletim recentemente divulgado, a Kóxukhuro condenou o acto e anunciou que irá constituir-se assistente no processo, comprometendo-se a acompanhar o caso até que os responsáveis sejam disciplinar e criminalmente responsabilizados. Redaccão
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