SOCIEDADE
Mais de 400 mil pessoas estão em risco de fome na província de Nampula
Cerca de 469 mil pessoas estão em situação de insegurança alimentar na província de Nampula, uma realidade que preocupa os Serviços Provinciais das Actividades Económicas. Milhares de famílias ainda não conseguem garantir uma alimentação suficiente e regular, apesar de a produção agrícola apresentar sinais de crescimento em várias zonas da província.
Eráti lidera a lista dos distritos em situação de vulnerabilidade, com 192.130 pessoas em risco de fome. A crise estende-se ainda aos distritos de Mossuril, com 76.308 afetados, Monapo (74.544), Angoche (44.161) e Ilha de Moçambique (22.375).

Bonifacio Cambir, Representante do SPAE
Os dados foram apresentados nesta terça-feira (02) na Cidade de Nampula, por Bonifácio Cambir, representante dos Serviços Provinciais das Actividades Económicas, durante a VI Sessão Ordinária do Conselho Provincial de Segurança Alimentar e Nutricional, dirigida pelo Secretário de Estado, Plácido Pereira. Na ocasião, Cambir disse também que o acesso à água potável e ao saneamento continua a influenciar a situação alimentar das famílias, sobretudo nas zonas rurais.
Segundo o representante, os distritos de Eráti, Mossuril, Monapo, Angoche e Ilha de Moçambique são os mais afectados, concentrando grande parte da população em situação de vulnerabilidade alimentar.
“De acordo com o Relatório de Avaliação Nacional de Segurança Alimentar Pós-colheita de 2025, estimava-se que 3,5 milhões de moçambicanos, o que corresponde a 18% da população, encontravam-se em situação de insegurança alimentar aguda. O inquérito foi realizado entre abril de 2025 e março de 2026, tendo sido identificadas 653.734 pessoas na província de Cabo Delgado e 469.184 na província de Nampula”, explicou.
O responsável acrescentou que nos próximos meses se espera reverter esta situação com a entrada da colheita da campanha agrária 2025/2026, garantindo assim o acesso físico, social e económico permanente a alimentos seguros para as comunidades.
De forma geral, dissea fonte, a província espera uma produção agrícola significativa de culturas básicas como milho, feijão, arroz, mapira e mandioca, produtos que poderão reforçar a disponibilidade no mercado.
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