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OPINIÃO

A saúde que não conhecemos e o Giz que Falta  ( ǀ Parte)

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Acordar nessas terras da marrabenta, nhambaro, mapicoe tufo, muitas vezes, é um exercício do desequilibrio entre a esperança e a indignação. Nas avenidas dos nossos bairros do rovuma ao Maputo, os luxos adquiridos com o selo do protocolo de Estado refletem o sol escaldante, mas não deixam de ver quem vai lá dentro. É o brilho de um gasto desnecessário que cega, enquanto, a poucos quilómetros das salas climatizadas e frescas, o brilho nos olhos de uma criança se apaga dia pós dia diante de um quadro negro vazio, e vestes esfarrapadas.

Todos nós concordamos que a educação é a “arma para o desenvolvimento de cada nação ou continente seja ela asiática europeia americana principalmente AFRICANA, mas em muitas das nossas escolas, a única arma que os alunos possuem é o silêncio e livros que passaram por 5 alunos em estações diferentes. Um silêncio imposto pela falta de quem ensine.

Falar de “ensino de qualidade” tornou-se um gasto de palavras ou uma frase de cartaz que desbota à chuva. Como podemos ter uma qualidade de ensino quando os livros são pobres de conteúdos construtivos ?  como podemos ter uma qualidade de ensino quando nossas crianças a única matéria que são ensinados e bem, são sobre a sexualidade e métodos contraceptivos?  Como podemos ter uma qualidade de ensino quando um único professor, exausto e mal remunerado, tem de dividir o seu saber por cem almas sentadas no chão, sob a sombra instável de uma mangueira?    O défice de milhares de professores não é apenas um número numa folha de Excel do Ministério, é o roubo sistemático do futuro de uma geração.

Enquanto o giz escasseia e as novas notas do Metical impressas com o rigor que falta à gestão pública, circulam de mão em mão, assistimos ao espetáculo das prioridades invertidas. Gastam-se fortunas em frotas automóveis, em conferências de hotéis luxuosos e em mordomias que em nada alimentam o intelecto da nação. E bem  possível se celebrar no status enquanto a base da pirâmide estremece. Os nossos dirigentes levam seus filhos sobrinhos pr estudar fora de Moçambique [ africa] porque sabem que não adianta deixar eles cá, não terão oficio e conhecimento para ser independente. Moçambique O ensino é precário, nossos alunos fazem 12 anos salvos os que repetem a classe, apenas em teorias, como se diz a pratica leva a perfeição. Nada se faz pra ensinar um estudante a ser um inventor, científico, empreendedor ou um magnata de alguma empresa construtiva,se não em teorias. em 50 anos não temos nada feito em Moçambique com o fruto do nosso conhecimento e dedicação, tudo importado pra o nosso uso. até quando vamos ser dependentes de esmola? Dividas são feitas em nome da nação e são desviados para bolsos particulares  mas quem a paga é o povo pobre que nada sabe e tem para sobreviver, Até quando vamos ser mendigos enquanto somos ricos em recursos naturais que são disputados em cabo delgado?

Temos Carvão gás alumínio rubis Madeira depósito de petróleo Titanium grafite etc. pela ironia das coisas exportamos nossos bens mais preciosos que poderiam

nos levantar e sair do ranking dos países mais pobres do mundo. mas exportam para os países que nem se quer estão em situações complicadas , exportamos energia mas nossa energia parece luz intermitente e acaba queimando nossos bens domésticos.

Exportamos madeiras e nossas escolas usamos pedras e blocos pra se sentar,o rico ficando mais rico e o pobre continuando 5 vezes mais pobre, e essa escravidão que não acaba por mais de 5 séculos onde foi que nós falhamos?

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