ECONOMIA
Detidos em Nampula indivíduos que espalhavam medo e violência nos bairros da cidade
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve e apresentou, esta quinta-feira, 18 indivíduos indiciados de crimes violentos que vinham a aterrorizar vários bairros da cidade de Nampula, criando um clima de medo, insegurança e intranquilidade entre os munícipes.
Os detidos são acusados de assaltos à mão armada na via pública, arrombamento de residências, roubo de viaturas e subtracção de bens, com maior incidência nas áreas sob jurisdição da 2.ª e 3.ª esquadras, segundo dados oficiais.
Falando à imprensa, a porta-voz da PRM em Nampula, Rosanilsa Chauque, revelou que parte do grupo actuava de forma organizada no bairro de Muahala-Expansão, concretamente na zona de Muzorone, onde as vítimas eram surpreendidas e atacadas para roubo dos seus pertences.
“A PRM apresenta 18 indivíduos envolvidos em diferentes crimes na área da 2.ª e 3.ª esquadras. Destes, oito foram detidos no bairro Muzorone, onde se dedicavam a assaltos na via pública, bloqueando acessos e atacando as vítimas com recurso a armas brancas, apropriando-se dos seus bens. Em pelo menos um caso, uma cidadã foi agredida e violentada sexualmente”, afirmou a porta-voz.
Apesar das acusações, um dos indiciados, apontado como chefe da quadrilha, nega envolvimento nos assaltos, alegando que o episódio de agressão que lhe é imputado ocorreu em legítima defesa de um amigo, rejeitando qualquer ligação ao grupo que actuava em Muzorone.
“Foi no dia 31 de Dezembro. Estava com amigos em Muahivire. Quando vi que o meu amigo estava a ser agredido, tentei intervir. Ele bateu-me com um cinto e depois aconteceu aquilo. Não faço essas coisas, não conheço o grupo de Muzorone. Sou do Matadouro”, declarou.
No âmbito das mesmas operações, a PRM apresentou ainda quatro indivíduos detidos no bairro de Muahivire, unidade comunal de Namiteca, envolvidos em arrombamento de residências, tendo sido recuperados vários bens de proveniência ilícita.
“Em Namiteca foram detidos quatro indivíduos que se introduziam em residências para subtrair bens. Num dos casos, uma cidadã foi violentada durante o roubo. A polícia tomou conhecimento e conseguiu neutralizar o grupo, recuperando diversos bens”, explicou Rosanilsa Chauque.
Alguns dos indiciados confessaram os crimes, justificando-os com dificuldades económicas e pobreza extrema.
“Somos ladrões. Roubámos camas, televisores, colchões e congeladores. Faço isso porque sou pobre. Roubava com amigos, mas outros fugiram”, confessou um dos detidos.
A PRM assegura que os trabalhos de patrulhamento, investigação criminal e operações de busca continuam, com o objectivo de neutralizar todos os focos de criminalidade e restabelecer a tranquilidade pública nos bairros da cidade de Nampula. Assane Júnior
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