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OPINIÃO

Continuaremos a construir uma sociedade com base no ódio e na inveja?

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Em plena era do avanço das mídias e das redes sociais, cresce igualmente a disseminação do ódio e da inveja nas diferentes plataformas, principalmente, o Facebook e o WhatsApp, que em Moçambique, muitos usam sem observância da ética e moral.

O espaço que deveria ser para a construção da fraternidade e da amizade social para o bem-estar da pessoa humana no nosso país, alguns indivíduos se realizam negativamente jogando o veneno do ódio em forma de fake news e outros perseguem os obreiros da paz e amantes da verdade.

Escrevemos este artigo para chamar atenção para que ninguém caia na ingenuidade nem na armadilha do “capeta social”, isto é, aquele que pensa erradamente que está a lutar pelo bem da sociedade.

O “capeta social” induz os outros  a praticarem o ódio e a inveja não obstante à gravidade disso. A sociedade, portanto deve refletir  e entender quão é urgente a tomada de consciência sobre o presente e o futuro de Moçambique.

A regulamentação das redes sociais e das mídias é tarefa da sociedade e não se pode esperar que seja o Estado a tomar rigorosas medidas, pois a liberdade de imprensa e de expressão passa por uma atitude madura e responsável.

Por um lado, não se pode conceber numa liberdade sem a responsabilidade para que não se cometa a libertinagem.

Por outro lado, não se constrói um Estado pensando na limitação das liberdades pois significaria claramente que estamos num regime autoritário.

Para se equilibrar, as duas partes devem basear-se no diálogo e no consenso para juntos encontrarem caminhos mais eficientes na resolução dos problemas.

O mal não é só matar e roubar.

O mal aparece com outros diferentes rostos como os que discutimos agora: o ódio e a inveja nas  mídias e redes sociais.

Seria uma dicotomia condenarmos o terrorismo e a corrupção se usamos o ódio e a inveja como  armas contra os outros.

Seria  grave e irresponsável, publicarmos notícias da morte de alguém pelo fato dessa pessoa ter sido corrupta ou ter sido acusada no envolvimento de algum escândalo.

A presunção de inocência e a dignidade humana são aplicáveis para todos, pois é dessa forma que mostramos que somos humanos.

Voltando ao assunto das mídias e das redes sociais, dizer que se a pessoa não tiver filtro nas suas abordagens, que renuncie para não tornar as plataformas de comunicação em ambientes de guerra fria.

O respeito e a tolerância servem em todos os espaços, mesmo quando parecemos invisíveis. Aliás, notamos a nobreza de alguém quando mesmo no anonimato se comporta com magnificência.

Quando alguém se comporta bem para ser visto e reconhecido significa que ainda não alcançou a maturidade e não está apto para viver em nenhuma sociedade.

Como se costuma dizer que “a lata vazia sempre faz muito barulho”, evitemos o exibicionismo comportamental porque as nossas ações poderão por si só revelarem o que somos.

Façamos das mídias e das redes sociais ambientes de debates dos assuntos de interesse do povo moçambicano.

Discutir temas do bem comum é um investimento equipado aos milhões dólares porque mesmo que o país tenha riqueza, se não houver o uso racional da mesma, Moçambique continuará pobre.

Troquemos o ódio e a inveja com a caridade e a verdade na divulgação de notícias e nos debates porque só assim mostraremos que sabemos usar da liberdade de imprensa e de expressão.

Desafiemo-nos a cultivar o espírito de fraternidade e de amizade social como ferramentas cruciais para uma sociedade que almeja viver em clima de paz e tranquilidade.

Desafiemo-nos a usar uma comunicação saudável com base nos princípios e valores da nossa moçambicanidade.

Desafiemo-nos a optar pelo bem e fugir do mal para que ninguém nos instrumentalize e nos obrigue a publicar face news nas mídias e nas redes sociais.

Servo inútil,

Pe. Kwiriwi, CP.

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