SOCIEDADE
Invasores tentam incendiar Seminário Filosófico em Nampula após despejo
Um grupo de invasores expulso de terrenos pertencentes à Igreja Católica, no bairro de Namicopo, tentou retaliar na noite deste sábado com uma tentativa de incêndio no Seminário Filosófico Interdiocesano São Carlos Lwanga. O acto foi prontamente contido pela intervenção da Polícia da República de Moçambique, da Polícia Municipal e de seminaristas, evitando uma tragédia maior.
Segundo apurou o Rigor, quando perceberam que o edifício estava protegido e não conseguiam incendiá-lo, os invasores voltaram-se para as cabanas já demolidas por ordem judicial, ateando fogo como forma de semear medo na região.
Segundo nossas fontes, durante a invasão foram registados estragos em janelas e outras estruturas do seminário. Ainda não houve pronunciamento oficial da Igreja Católica sobre o incidente, mas testemunhas descrevem um ambiente de grande tensão.

Restos de cabanas demolidas no bairro de Namicopo, em Nampula, onde invasores expulsos de terrenos da Igreja Católica incendiaram estruturas para semear medo na região.
“Ontem foi um dia muito terrível aqui no seminário. Há meses que aquele espaço da Igreja estava ocupado ilegalmente por pessoas que construíram lá as suas casas. Quando as autoridades chegaram para executar a ordem de desocupação, os ocupantes resistiram. Alguns tentaram agredir os agentes, outros voltaram-se contra os seminaristas e chegaram a partir vidros de algumas salas. Houve mesmo tentativa de incêndio, mas conseguimos conter a situação a tempo”, relatou uma testemunha próxima ao local.
Os ocupantes expulsos exigem compensação, alegando não ter outra moradia. Alguns chegaram a ameaçar que, se não forem indemnizados, poderão incendiar o seminário e as casas das irmãs. Apesar disso, a ordem judicial foi cumprida e as construções erguidas ilegalmente começaram a ser demolidas.
Segundo apurou o Rigor, as autoridades reforçaram a presença policial na zona para evitar novos confrontos e garantir a segurança das instituições religiosas e da comunidade envolvente.
Recorde-se que, além da área do seminário em Namicopo, no bairro Marrere continuam a existir terrenos pertencentes à Igreja Católica que permanecem ocupados por invasores, mantendo em aberto focos de tensão semelhantes aos registados em Namicopo. Redacção
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