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Nampula precisa de 12 mil milhões para enfrentar época chuvosa e ciclónica

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A província de Nampula precisa de 12 mil milhões de meticais para responder às necessidades de mais de 1,1 milhão de famílias que poderão ser afectadas durante a próxima época chuvosa e ciclónica, revelou Anacleta Botão, delegada do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres (INGD), na apresentação do plano de contingência provincial 2025-2026, no Comité de Emergência.

Segundo a responsável, o orçamento dá prioridade à monitoria dos fenómenos climáticos, à emissão de avisos prévios, ao pré-posicionamento de recursos humanos e materiais para a resposta, às operações de busca e salvamento, às acções antecipadas face a ciclones e cheias em todos os distritos, bem como à assistência humanitária nas primeiras 72 horas após a ocorrência do evento climático.

Para o período de Outubro a Dezembro, a previsão climática aponta para chuvas abaixo do normal na maioria dos distritos, embora algumas regiões possam registar precipitações acima da média. Entre Janeiro e Março de 2026, o cenário poderá variar entre chuvas normais e abaixo do normal, com risco moderado a alto de cheias nas bacias do Monapo, Muecate e Mecubúri.

De acordo com Botão, o valor de 12 mil milhões de meticais é apenas uma estimativa do necessário para responder cabalmente às famílias em risco.

“Esse valor não existe. Surge da mobilização que é feita junto dos parceiros e com a participação do Estado. Ele é canalizado para o INGD, que por sua vez faz a devida aplicação em diversos campos prioritários”, explicou.

A delegada admitiu ainda a escassez de bens essenciais: “Neste momento quase não temos bens, sobretudo alimentares. Temos défice em todos os produtos alimentares, em bens de abrigo, em utensílios domésticos e também no sector da educação, que tem limitações para repor as aulas após alguma emergência.”

Apesar dos desafios, o INGD garante estar a trabalhar em estreita articulação com distritos e parceiros.

“Já iniciámos os encontros de coordenação a nível provincial, tanto técnico como de segurança. Também activámos as nossas linhas de divulgação de mensagens, que permitem receber o feedback da população, e estamos a preparar-nos para responder a qualquer situação que viermos a enfrentar.”

Durante a reunião, o Secretário de Estado de Nampula, Plácido Pereira, destacou a importância da coordenação entre instituições e parceiros, assim como o engajamento do sector privado:

“É importante nós termos a informação que tem de fluir para nós podermos actuar. E os detectores de informação têm de fazer circular toda a informação para, em tempo útil, podermos intervir e evitar o pior.

O sector privado já está engajado e deve ser incluído nos grupos de trabalho. Temos de pensar sempre no pior cenário e estar preparados.”

O governante sublinhou ainda a necessidade de trabalho técnico rigoroso para consolidar o plano de contingência e disse estar confiante nas previsões meteorológicas:

“Essas previsões meteorológicas que nos foram apresentadas pelo menos dão-nos algum conforto. Mas com as mudanças climáticas, nunca se sabe. Então temos de estar preparados.” Vânia Jacinto

 

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