ECONOMIA
Monitoria conjunta confirma avanços do Plano Estratégico de Responsabilidade Social da Haiyu 2022–2026
A Haiyu foi igualmente recomendada a imprimir “velocidade turbo” na conclusão do seu Plano Estratégico de Responsabilidade Social e Empresarial 2022–2026.
A monitoria conjunta ao Plano Estratégico de Responsabilidade Social e Empresarial 2022–2026 da Haiyu Mozambique Mining Co., Lda., realizada nos dias 18 e 19 de Setembro em Angoche, foi considerada positiva por representantes do Governo, sociedade civil, líderes comunitários e pela própria empresa.
A actividade, que juntou diferentes sectores, permitiu não só avaliar o grau de execução das iniciativas em curso, como também consolidar a confiança entre as comunidades e a mineradora. A diversidade dos participantes e a transparência no processo foram apontadas como sinais de maturidade na forma como a responsabilidade social está a ser encarada no distrito.
Monitoria conjunta: três vozes, um compromisso
A monitoria foi marcada pela presença do Governo distrital e provincial, membros da Assembleia Provincial de Nampula, líderes comunitários, técnicos de diferentes serviços do Estado e organizações da sociedade civil ligadas à indústria extractiva. Para muitos, o exercício simbolizou uma nova forma de governação participativa, em que empresa, governo e comunidades sentam-se lado a lado para discutir avanços e desafios.
Além de avaliar as infra-estruturas visitadas, a monitoria proporcionou espaço para troca de ideias e recomendações. Os participantes enfatizaram que este modelo de trabalho conjunto deve ser replicado em outras iniciativas públicas e privadas, como garantia de transparência e responsabilização social.
Voz das comunidades: esperança e resultados visíveis

Para Mussa Chande, régulo de Namawe, a monitoria trouxe confiança de que o plano está a transformar vidas:
“Para mim, as acções da Haiyu são de grande ajuda para o desenvolvimento. Na minha comunidade há várias intervenções, incluindo mercado, hospital, furos de água e energia, que já beneficiam directamente as famílias. Esperamos que as restantes actividades, como o campo de futebol e os equipamentos para as equipas, sejam concluídas até 2026.”
A voz das comunidades foi unânime em reconhecer o impacto positivo das obras. Mais do que números e prazos, os líderes locais destacaram a melhoria da qualidade de vida. Para muitos, a energia, a água potável e a educação representam a abertura de um novo ciclo de oportunidades, sobretudo para os jovens.
Assembleia Provincial: ganhos consolidados e novos desafios

Danila Acúrcio Fernandes Bule, presidente da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Local da Assembleia Provincial de Nampula, sublinhou:
“Aquilo que vimos é um ganho para as comunidades: electrificação, furos de água, sanitários, principalmente no Ingúri. É uma avaliação positiva. Contudo, recomendamos que a empresa não perca de vista as actividades em falta e eduque as comunidades para o uso racional das infra-estruturas.”
Os Membros da Assembleia Provincial reconheceram que, embora haja progressos claros, a sustentabilidade dos projectos exige maior envolvimento da população. O recurso a métodos criativos, como peças de teatro comunitário, foi apontado como estratégia eficaz para educar as comunidades sobre a preservação dos bens colectivos.
Sociedade civil: obras resilientes e expectativa de prazos cumpridos

Segundo Júlio Custódio, coordenador da Plataforma Distrital da Sociedade Civil de Angoche, a monitoria foi satisfatória:
“As obras são resilientes e deixam-nos satisfeitos: escolas, mercados, furos de água e centros de saúde estão a transformar a vida das comunidades. Recomendamos apenas que a empresa cumpra com os prazos estabelecidos.”
A sociedade civil destacou ainda a importância de manter o diálogo aberto entre todos os actores. Para os representantes locais, a confiança conquistada pela Haiyu deve ser consolidada com a entrega das obras em falta, respeitando os compromissos assumidos e garantindo que nenhum projecto fique por concluir.
Olhar técnico: responsabilidade ambiental e ordenamento territorial

Para Esmeraldo Botão, técnico da Direcção Provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente, a experiência foi marcante:
“Constatámos o empenho da Haiyu em responder às exigências do plano. É verdade que há actividades ainda por concluir, mas a empresa mostrou disponibilidade para honrar os compromissos. O mais importante é manter uma comunicação constante entre governo, empresa e comunidades.”
Os técnicos lembraram que a responsabilidade social deve caminhar de mãos dadas com a responsabilidade ambiental. A recomendação foi para que a empresa continue a alinhar os projectos às normas de ordenamento territorial, de modo a assegurar que os investimentos tenham durabilidade e respeitem o equilíbrio ecológico.
Governo distrital: compromisso com prazos e impacto social

Em representação do administrador de Angoche, Verónica Fernando Joaquim, directora dos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia, afirmou:
“Queremos destacar as escolas em construção, os hospitais, sanitários e estradas que estão a melhorar a vida da população. Como governo, recomendamos que todas as actividades planeadas sejam concluídas até 2026, dentro do prazo contratual.”
O governo distrital frisou que a Haiyu tem contribuído de forma visível na área da educação, com salas de aula que reduzem os turnos sobrecarregados e abrem espaço para o ensino secundário. Também foram enaltecidas as acções no desporto e cultura, como a formação de árbitros e o apoio a equipas de futebol locais.
Desafios e compromissos
A empresa reconheceu que as manifestações de 2024 atrasaram algumas intervenções, mas apresentou um cronograma acelerado para recuperar o tempo perdido. Entre as actividades ainda por concluir destacam-se a construção de 13 campos de futebol, a terraplanagem de estradas, a distribuição de uniformes e material desportivo, a atribuição de bolsas de estudo para jovens do Ingúri, o financiamento de projectos de geração de rendimento e a alocação de equipamentos para a Rádio Parapato, entre outras acções de impacto directo nas comunidades
Com o compromisso de dar “velocidade turbo” à execução, a Haiyu garantiu que todas as acções do plano serão concluídas até ao fim de 2026. O desafio agora é cumprir o calendário e manter o diálogo aberto com comunidades e autoridades, consolidando o modelo de monitoria conjunta como prática de referência em responsabilidade social empresarial. Redacção
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