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OPINIÃO

A filosofia da determinação e da coragem não precisa de permissão

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A determinação e a coragem são irmãs gêmeas e trabalham para impulsionar na vida de quem quer chegar a uma meta ou quer quebrar preconceitos ou tabus.

Com objetivo de animar várias pessoas que se encontram estagnadas, tristes e desesperadas, partilho uma  história curiosa de superação de uma menina queniana chamada Sabrina Chebichi.

Algumas atividades, principalmente desportivas, demoraram de abrir o espaço para as mulheres.

Os Estados Unidos da América, por exemplo, que se consideram progressistas e defensores da democracia, demoraram incluir as mulheres na festa da democracia.

Muitos países ainda não pagam às mulheres o mesmo salário que os homens, mesmo exercendo o mesmo cargo, trabalhando oito horas e apresentando bom desempenho.

Então, no mundo desportivo, dominado pelos homens, surgiu uma menina que mudou a história e deixou um legado: “quando uma pessoa quer realizar seu sonho, deve quebrar paradigmas”.

A Menina Sabrina Chebichi, sem muitas condições, superou o medo de ser julgada  e a vergonha por não ter equipamento exigido naquela modalidade. Ela  correu, simplesmente, de vestido.

O ano que ficou na história é

1973,  quando o mundo assistiu enquanto uma adolescente de Kericho, em Quênia, se posicionava na linha de partida. Ela sem sapatilhas sofisticadas, sem equipamento de treino de elite e sem padrinho para influenciar os organizadores do evento.

Sabrina Chebichi, apenas  tinha um uniforme escolar em forma de vestido. Os seus pés descalços carregavam um segredo: correr para vencer, não tanto a competição, mas os julgamentos, os preconceitos e a exclusão social da mulher.

Sabrina Chebichi entrou naquela competição não para impressionar, não para ser famosa ou para ser aplaudida. “Ela estava lá para vencer. E ela venceu”.

Conforme o relato de quem presenciou, tudo aconteceu num campo dominado por homens, sem apoio, sem equipamentos, e ela sem medo — “superou todos e conquistou a vitória” em uma maratona que mudaria sua vida e vida de muitas mulheres para sempre.

Sabrina Chebichi, uma adolescente de apenas 14 anos, se tornou uma das primeiras sensações femininas do atletismo no Quênia, ganhando o apelido de “A Princesa de Anágua.”

Essa história também serve cada época, também nesta nossa época na qual pode inspirar várias pessoas, especialmente, aquelas que têm problema de autoestima e auto confiança.

Não olhemos, unicamente por aquilo que ela fez no mundo do atletismo, mas fundamentalmente, por causa do que ela provou:

“Que a grandeza não precisa de permissão”.

Ela também provou: “Que a coragem não veste marcas”. Ela ensinou: “Que lendas nascem quando as desculpas são deixadas para trás”.

O que observamos e podemos aprender: a corrida de Sabrina não era apenas sobre velocidade. Era sobre mostrar a uma geração de meninas e mulheres excluídas que a linha de partida pertence a elas também.

Segundo a descrição de quem vivenciou tudo: Sabrina Chebichi estava:

“Sem sapatos, sem limites, apenas alma, passos largos e um fogo imbatível”.

Até quando vamos esperar que surja outra Sabrina Chebichi para superarmos os preconceitos e a exclusão?

Até quando vamos esperar que apareça uma nova  Sabrina Chebichi para sacudir o medo e superar os obstáculos?

Até quando vamos ser mero telespectadores de um mundo que apaga o sonho de “novas Sabrinas”?

Continuaremos sendo cúmplices dos males perpetrados por pessoas que enterram o sonho dos outros?

Da mesma forma que uma adolescente, negra e pobre, num mundo que tende subestimar as pessoas vulneráveis, Sabrina Chebichi

fez história e deu exemplo de superação, deu aulas de determinação e coragem.

Porque o mundo precisa de pessoas como Sabrina Chebichi, não somente no desporto, mas também em todas as dimensões da vida, ensinemos nossas crianças e adolescentes de que o sucesso delas e deles depende também da força de vontade, da coragem e da determinação pessoal.

Quando muitas pessoas nos desacreditam, deve nascer em nós o espírito de

Sabrina Chebichi para vencer a maratona da vida; para vencermos os desafios da vida e para mostrarmos que o caminho do sucesso é para todos não obstante à condições financeiras, físicas, raciais e do gênero.

“Despertador dos Sonhos ”

Referência:

Sabina Chebichi: The Petticoat Runner — Google Arts & Culture https://share.google/wVkFaDatq9pqdRq0s

 

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