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ECONOMIA

Governo de Nampula aponta mão estrangeira por trás do garimpo ilegal entre Mogovolas e Moma

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O Secretário de Estado da Província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, levantou esta segunda-feira ( 26) sérias preocupações sobre o envolvimento de cidadãos estrangeiros na proliferação do garimpo ilegal nas zonas ricas em minerais localizadas entre os distritos de Mogovolas e Moma, no sul da província.

Segundo o governante, há indícios de que a acção de grupos estrangeiros esteja a desorganizar a mineração legalmente estabelecida, fomentando um mercado paralelo de venda de pedras preciosas a preços irrisórios, com forte impacto negativo nas receitas do Estado.

“É um circuito profundo. Há indícios e as Forças de Defesa e Segurança estão a investigar esse assunto que pode estar a ser alimentado por cidadãos que, como disse, não são nacionais, mas sim estrangeiros. Esses indivíduos, ao desorganizarem a mineração legal, permitem que o minério seja comprado a partir desses mineradores ilegais e a preços baixos, havendo aqui uma fuga ao fisco e uma perda de enormes receitas para o Estado”, declarou Plácido Pereira.

Para o Secretário de Estado, é urgente intensificar o controlo e a fiscalização no sector mineiro, e uma das medidas tomadas para responder a esta situação foi a inauguração recente da nova unidade da UGPK (Unidade de Gestão do Processo Kimberley), que visa assegurar maior transparência nas transacções de gemas e metais preciosos na província.

O Jornal Rigor apurou que, durante os tumultos registados em Dezembro do ano passado, em zonas mineiras de Mogovolas, grupos de garimpeiros ilegais se apoderaram de mais de 300 quilogramas de pedras preciosas, numa das minas da região. Questionado sobre este caso específico, o Secretário de Estado afirmou não estar ainda inteirado do dossiê, prometendo, no entanto, investigar o assunto:

“Não estou ainda dentro desse assunto. Foi em Dezembro que isso aconteceu e eu cheguei este ano como Secretário. Ainda não me inteirei sobre esse assunto, mas oportunamente vou procurar saber.”

No entanto, as autoridades dizem estar a intensificar o patrulhamento nas zonas críticas e prometem medidas mais severas contra o garimpo ilegal, cuja expansão ameaça não só a economia local como também a segurança das comunidades vizinhas. Faizal Raimo

 

 

 

 

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