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Nampula põe 5,4 milhões de toneladas de produtos agrícolas no mercado
A Província de Nampula espera comercializar 5.498.981 toneladas de produtos agrícolas durante a Campanha de Comercialização Agrária 2025, das quais 5.368.369 toneladas correspondem a culturas alimentares e 130.612 toneladas a culturas de rendimento. Os produtos com maior destaque são mandioca, milho, amendoim e batata-doce.
Comparativamente ao ano anterior, em que foram comercializadas 5.445.198 toneladas, regista-se uma variação positiva de 1%. A mandioca mantém-se como principal cultura (67,2%), seguida do milho (5,5%), amendoim (5,1%) e batata-doce (4,5%). Entre os distritos com maior contributo destacam-se Malema, Ribáuè, Lalaua, Monapo, Murrupula, Mecuburi, Mogovolas, Muecate, Meconta, Eráti, Memba, Liúpo e Larde.
O lançamento oficial da campanha teve lugar no distrito de Rapale, num acto presidido pelo Governador Eduardo Mariamo Abdula, sob o lema “Comercialização Agrária como factor dinamizador da economia local e industrialização”. O evento reuniu produtores, comerciantes, autoridades locais e parceiros de cooperação.
Abdula reconheceu os desafios enfrentados pela província nos últimos meses, desde os efeitos das manifestações violentas até às consequências dos ciclones Dikeledi, Chido e Jude, que afectaram o sector produtivo. Apesar disso, o Governo projeta uma campanha promissora.
“Queremos garantir a absorção de todo o excedente da produção agrícola, melhorar a articulação entre os agentes da cadeia de valor e assegurar reservas alimentares”, declarou.
Como resposta aos impactos económicos recentes, foi criado o Fundo de Recuperação Económica, com uma dotação de 319,5 milhões de meticais destinada a apoiar MPMEs e sectores produtivos, por meio de créditos bonificados. Adicionalmente, decorrem os processos de elaboração do Plano Integrado de Comercialização Agrária e de um quadro legal para regulamentar a actividade comercial e a formação de preços.
O Governador apelou ao escoamento total da produção excedentária, à absorção da matéria-prima local pelas indústrias, e ao consumo de produtos nacionais como forma de dinamizar a economia regional. Em colaboração com o DAI-PROMAS e a TechnoService, o Governo capacitou 130 MPMEs e apoiou 49 empreendedores, no âmbito de um programa de fortalecimento da indústria local e agregação de valor à produção agrícola.
“Esta campanha não é apenas uma meta económica. É um passo concreto na construção da soberania alimentar, da dignidade do produtor e da industrialização de Nampula”, concluiu Eduardo Abdula. Faizal Raimo
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