ECONOMIA
Especialista prevê que a redução da taxa MIMO não trará alívio imediato para o bolso do cidadão comum
A recente resolução do Banco de Moçambique em diminuir a taxa de juro da política monetária, conhecida como taxa MIMO, de 12,75% para 12,25%, terá reflexos palpáveis para o cidadão comum apenas nos meses de Abril a Setembro deste ano, ao se esperar um aumento no poder de compra e uma maior estabilidade no país, conforme aponta o economista moçambicano Domingos Zaqueu.
“Durante esse período, começaremos a notar uma desaceleração nos preços de produtos e serviços, e, além disso, haverá uma oportunidade para que o poder de compra da moeda do cidadão aumente. Todos esses factores contribuirão para um crescimento progressivo da economia nacional”.
O economista de Moçambique, Domingos Zaqueu, afirma que essa diminuição vai ajudar os empresários que enfrentaram actos de vandalismo a se recuperarem devido aos conflitos após as eleições.
Domingos Zaqueu, que elogia a decisão do Banco de Moçambique, afirma que a diminuição da Taxa de Juro Monetário tornará mais fácil para os empresários impactados por manifestações e funcionários públicos obterem empréstimos nos bancos comerciais.
Em contrapartida, de acordo com o especialista em economia, essa diminuição força os bancos comerciais a prolongar o período de quitação desses empréstimos.
“É bem-sabido que os empresários em Moçambique enfrentaram sérias dificuldades devido à crise desencadeada após as eleições, resultando em muitos negócios sendo impactados negativamente pelas manifestações. Essas novas medida do Banco Central visa exactamente essa problemática, permitindo que os empresários se aproximem com o sistema bancário, possibilitando que possam solicitar empréstimos para reconstruir ou reerguer os seus próprios negócios”, destacou o economista.
Conforme Domingos Zaqueu, um factor relevante que essa acção também proporcionará é o aumento do poder de compra em relação a certos produtos ou serviços. No entanto, a população perceberá essa mudança, pois a diminuição deverá proporcionar alívio ao país, que se encontra imerso em uma delicada situação económica.
“Além dessa visão, existe a expectativa de que os preços dos produtos essenciais apresentem uma diminuição em relação aos valores observados recentemente. Essa redução permitirá que o povo moçambicano, em sua maioria, consiga comprar a cesta básica”.Vânia Jacinto
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