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SOCIEDADE

Preconceito fecha portas ao emprego para pessoas com albinismo em Nampula

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A Associação Amor à Vida denuncia que as pessoas com albinismo continuam a enfrentar dificuldades no acesso ao emprego devido ao preconceito e à discriminação na província de Nampula.

A denúncia foi feita pela activista e membro da associação, Olívia Ernesto de Oliveira, durante uma palestra realizada esta quinta-feira (11), na Escola Básica 25 de Junho, na cidade de Nampula, no âmbito das celebrações do Dia Internacional de Conscientização do Albinismo, assinalado a 13 de Junho.

Segundo Olívia Ernesto de Oliveira, apesar de muitas pessoas com albinismo possuírem formação académica e competências profissionais, continuam a ser excluídas de oportunidades de emprego por causa da sua condição.

“Estamos a lutar para incluir as pessoas com albinismo no mercado de trabalho, porque existem pessoas com albinismo com capacidades para exercer diversas profissões, mas que não têm oportunidades devido à pigmentação da sua pele”, afirmou.

A activista explicou que esta situação compromete a inclusão social e económica deste grupo, apelando a uma maior abertura das instituições públicas e privadas para garantir igualdade de oportunidades.

Olívia destacou ainda que a estigmatização continua a ser um dos principais desafios enfrentados pelas pessoas com albinismo. Referiu igualmente a persistência de mitos segundo os quais partes do corpo de pessoas com albinismo trazem riqueza, crenças que têm estado na origem de casos de sequestro e assassinato.

“Graças a Deus, os casos reduziram bastante. Nos anos anteriores, incluindo o ano passado, tivemos assistência jurídica e acompanhamento dos casos de tráfico e sequestro de pessoas com albinismo”, explicou.

Por sua vez, a chefe da Repartição da Pessoa com Deficiência na Direcção Provincial de Género, Criança e Acção Social, Fátima Félix Raul, reconheceu que a estigmatização continua a ser um dos principais obstáculos à inclusão das pessoas com albinismo. Segundo explicou, o Governo tem vindo a trabalhar em coordenação com o Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), com vista a facilitar o acesso deste grupo a diversos projectos de apoio e inclusão social.

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