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Nampula recebe restos mortais de Dom Osório sob forte emoção e apelos por justiça

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Os restos mortais de Dom Osório Citora Afonso chegaram esta sexta-feira ao Aeroporto Internacional de Nampula, onde foram recebidos por centenas de fiéis, familiares, líderes religiosos e dirigentes políticos, num ambiente marcado pela dor e consternação.

Entre as entidades presentes encontravam-se o Secretário de Estado na Província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, o Governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, membros do Governo, representantes da Igreja Católica e diversas personalidades que se juntaram à comunidade cristã para prestar as últimas homenagens ao falecido Bispo da Diocese de Quelimane e Administrador Apostólico da Beira.

Na ocasião, Plácido Nerino Pereira destacou as ligações de Dom Osório à província de Nampula, afirmando que o prelado era uma figura muito querida pela população. Segundo o dirigente, a sua morte representa uma grande perda para a Igreja Católica, para a província e para o país, defendendo a preservação dos valores e princípios que orientaram a sua missão pastoral.

Por sua vez, o Governador Eduardo Abdula lamentou as circunstâncias da morte de Dom Osório e manifestou a expectativa de que as autoridades competentes esclareçam o crime e responsabilizem os seus autores. Abdula descreveu o prelado como um homem de paz, defensor da rectidão, do diálogo e do respeito entre os cidadãos.

Também o pároco da Igreja São Pedro de Napipine, padre Abel Sicanso, recordou a convivência que manteve com Dom Osório, destacando a sua coragem, proximidade com o povo e coerência entre a sua pregação e a sua vida. Para o sacerdote, a morte do bispo deve servir de reflexão sobre a necessidade de privilegiar a paz, o diálogo e a reconciliação na resolução de conflitos.

A recepção da urna decorreu sob forte emoção, num Aeroporto Internacional de Nampula repleto de fiéis, religiosos, familiares, dirigentes políticos e membros da comunidade que acorreram em grande número para prestar a última homenagem a Dom Osório. O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, foi uma das primeiras individualidades a chegar ao local, aguardando a chegada dos restos mortais do prelado. O momento foi marcado por cânticos, orações e manifestações de pesar, num ambiente de profunda consternação pela perda de uma das figuras mais respeitadas da Igreja Católica moçambicana.

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