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POLÍTICA

Chapo declara tolerância zero no combate ao terrorismo, raptos e naparamas

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Nacala, 23 de Maio de 2025 – O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Francisco Chapo, lançou esta sexta-feira (23), em Nacala, um recado directo às Forças Armadas: é hora de eliminar o terrorismo, os raptos e os grupos armados ilegais, como os chamados naparamas, que continuam a ameaçar a paz e a soberania de Moçambique.

“Estamos a afirmar que é preciso acabar com o terrorismo, com os raptos, com os ditos naparamas e outros crimes transnacionais que afectam o nosso povo”, declarou o Chefe de Estado, durante a cerimónia de encerramento do Curso de Operações Especiais das FADM.

A mensagem foi clara e incisiva: não há margem para hesitação na luta contra as principais ameaças à estabilidade nacional. Chapo apelou a uma acção imediata e coordenada para garantir um ambiente de paz nas celebrações dos 50 anos da independência nacional.

O estadista moçambicano sublinhou que o combate eficaz às novas ameaças passa também por actualizar os conteúdos leccionados nas instituições de formação militar, de forma a reflectirem os desafios contemporâneos à segurança do Estado.

“As ameaças estão em permanente mutação. É preciso investir na capacitação dos instrutores, actualizar currículos e garantir formação adaptada aos desafios reais no terreno”, reforçou, destacando como exemplo positivo a formação conjunta entre instrutores moçambicanos e ruandeses nesta edição do curso.

Para o Presidente da República, Moçambique não pode permitir que grupos armados, redes de rapto ou forças desestabilizadoras coloquem em causa a segurança das populações.

“A soberania moçambicana não tem preço. E a defesa desta pátria não se delega. Só nós, moçambicanos, temos a responsabilidade de a proteger”, vincou Chapo.

Chapo definiu as Forças Especiais como a tropa de elite do país, preparada para responder a desafios de alta complexidade, como o terrorismo em Cabo Delgado, o crime organizado e desastres naturais.

“Estas são missões honrosas. Precisamos de forças disciplinadas, capazes de actuar com precisão, mas também com respeito pelos direitos humanos.”

O Chefe de Estado apelou ainda aos recém-graduados a manterem-se em prontidão combativa, a actuarem com disciplina exemplar e a conquistarem a confiança da população nas zonas onde forem destacados.

“Façam-se exemplo de coragem, bravura, profissionalismo e respeito pela lei. Trabalhem com espírito de equipa e compromisso patriótico. A liberdade do povo moçambicano não tem preço”, concluiu. Faizal Raimo

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