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ECONOMIA

Nampula acolhe IV Fórum da Juventude em tempos de crise

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A cidade de Nampula acolhe, esta quarta-feira, o IV Fórum da Juventude 2025, um encontro que pretende ampliar a voz dos jovens num contexto marcado pela crise económica, desigualdade social e fraca participação juvenil nos processos de decisão. A iniciativa conta com apoio financeiro da Embaixada da França em Moçambique e é co-organizada pela Faculdade de Letras da Universidade Rovuma, em parceria com a Coligação para Observação e Participação Juvenil no Diálogo Nacional Inclusivo (COPJ-DNAI).

Segundo Anésio Manhiça, presidente do Conselho Consultivo da Juventude Moçambique–França (GeraçãoSolução) e representante da Associação Aliança, o objectivo central é transformar preocupações em acções concretas e fortalecer a participação política da juventude.
“Nampula é uma das cidades que vive no dia-a-dia a crise económica, com alta desigualdade enfrentada pelos jovens. Estamos aqui porque acreditamos que, garantindo esta voz e levando-a para o espaço público, para a tomada de decisão, para os espaços informais e para as plataformas digitais, podemos influenciar mudanças reais”, afirmou.

Além dos debates políticos, o fórum inclui uma formação para 40 jovens em desenvolvimento de negócios. No final desta capacitação, a 3 de Dezembro, três projectos serão seleccionados e cada um receberá um financiamento de 250 mil meticais.

O Fórum da Juventude 2025 reúne jovens de partidos políticos, organizações da sociedade civil, activistas e participantes independentes. As contribuições recolhidas durante o evento serão sistematizadas e apresentadas às instituições parlamentares e governamentais, além de enviadas à Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo. Parte do material será ainda divulgada nas redes sociais.

Manhiça acrescentou que, embora esta edição seja dedicada exclusivamente à província de Nampula, o projecto já passou pela Beira e Quelimane. Esta quinta-feira, equipas da organização irão às comunidades locais recolher percepções sobre diálogo político inclusivo, governação e expectativas de mudança. “Estamos a descentralizar conforme as necessidades que encontramos”, explicou.

A Embaixada da França esteve representada por Elsa Bernardoff, adida de cooperação responsável pelas áreas de desenvolvimento sustentável e juventude. A diplomata destacou que o propósito é ouvir directamente a juventude de Nampula.

“Tenho certeza de que este fórum vai fazer diferença. Queremos ouvir a voz da juventude, as suas perspectivas e aspirações. A ideia é recolher o que for dito, produzir um relatório e entregá-lo aos parceiros. O processo é liderado pela INCLUSÃO; nós apoiamos, mas não dirigimos”, afirmou. Vânia Jacinto

 

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