ECONOMIA

UE e Instituto Camões investem 8,5 milhões de euros para criar emprego juvenil em Nampula

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A União Europeia e o Instituto Camões anunciaram um financiamento de 8,5 milhões de euros para a segunda fase do projecto +Emprego II, destinado a ampliar oportunidades de emprego digno para jovens em Nampula, através de formação técnico-profissional, estágios, bolsas de estudo e apoio directo ao empreendedorismo.

A iniciativa chega a Nampula após o impacto da primeira fase em Cabo Delgado, onde cerca de 2.000 jovens beneficiaram de formação, kits de trabalho e financiamento de pequenos negócios. A expansão responde ao rápido crescimento populacional da província e à forte pressão sobre o emprego, educação e saúde.

Durante o lançamento, o embaixador de Portugal, Jorge Monteiro, explicou que o projecto tem foco especial nas jovens mulheres, como forma de reduzir a maternidade precoce e criar novas oportunidades educativas e profissionais. O diplomata sublinhou que capacitar jovens mulheres significa mitigar vulnerabilidades sociais e reforçar a autonomia económica.

O financiamento será aplicado em formação profissional, estágios, bolsas específicas e apoio ao autoemprego, incluindo kits de trabalho e incubação de ideias de negócio. O projecto aposta igualmente em parcerias com empresas moçambicanas e portuguesas para garantir maior inserção laboral e estágios de qualidade.

Com esta nova fase, o +Emprego II deverá beneficiar 1.500 jovens de forma directa e muitos outros de forma indirecta em Nampula e Cabo Delgado. O projecto terá duração de quatro anos e meio, com objectivo de consolidar modelos de formação e empreendedorismo capazes de gerar empregos sustentáveis.

O embaixador destacou ainda que o propósito da UE e de Portugal não é manter presença permanente, mas criar capacidades locais para que programas semelhantes possam continuar no futuro sem necessidade de forte financiamento externo.

Portugal reafirmou a sua disponibilidade para apoiar Moçambique em projectos estruturantes, defendendo que os dois países “são parceiros naturais” e que a cooperação deve fortalecer oportunidades económicas, circulação de conhecimento e inserção de Moçambique em mercados internacionais.

 

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