SOCIEDADE
Trabalhadores marcham apelando ao respeito pelos seus direitos em Nampula
Trabalhadores de várias instituições na cidade de Nampula assinalaram o 1.º de Maio com uma marcha marcada por apelos à união e à valorização dos seus direitos laborais.
Durante a celebração do Dia Internacional do Trabalhador, alguns trabalhadores que conversaram com a reportagem do Jornal Rigor manifestaram preocupação com o que consideram ser a fraca observância dos direitos dos trabalhadores, apontando incumprimentos por parte de algumas entidades empregadoras.
Maurício André, trabalhador da empresa Nova Texmoque, afirmou que a data deveria ser motivo de celebração, mas também de reflexão sobre os desafios enfrentados pela classe trabalhadora. “É um dia em que o trabalhador devia alegrar-se, mas continuamos com muitos desafios. Nem todos são valorizados, sobretudo no que diz respeito ao aumento salarial. Alguns sectores ainda não foram abrangidos”, disse.
Por sua vez, Amir Joaquim, trabalhador da empresa Yolan Segurança, considerou que a valorização dos trabalhadores varia de instituição para instituição, defendendo, no entanto, a importância da união entre os trabalhadores. “Este dia é para todos os trabalhadores, independentemente do que fazem. A valorização depende de cada instituição, mas o importante é mantermos a união e continuarmos a trabalhar com dedicação”, afirmou.
Eusébio António, trabalhador e secretário sindical da empresa Arkey, destacou o simbolismo histórico do 1.º de Maio, lembrando as lutas que deram origem à conquista dos direitos laborais. No entanto, reconheceu que ainda persistem vários desafios. “O 1.º de Maio representa a libertação dos trabalhadores. Houve tempos em que não havia descanso nem direitos. Hoje há avanços, mas ainda existem empresas que não cumprem, trabalhadores sem contratos e falta de pagamento”, afirmou.
O entrevistado apelou ainda aos empregadores para respeitarem os direitos dos trabalhadores e encorajou os trabalhadores a recorrerem aos sindicatos em casos de injustiça. “Os empregadores devem respeitar os direitos dos trabalhadores. E, quando houver problemas, os trabalhadores devem aproximar-se dos sindicatos para encontrar soluções”, concluiu.