ECONOMIA
Sociedade civil de Moma satisfeita com responsabilidade social da Haiyu
As comunidades do distrito de Moma, na província de Nampula, manifestam-se satisfeitas com os projectos sociais implementados pela mineradora Haiyu. A avaliação é do presidente da Plataforma Distrital de Organizações da Sociedade Civil, Eduardo Wazela, que assegura que o plano de responsabilidade social da empresa já ultrapassa os 90% de execução.
Wazela explicou que a sociedade civil local participou activamente na elaboração do plano estratégico e tem acompanhado a sua implementação. “Vimos que muitas coisas estão a acontecer e a vida das populações está a melhorar de forma visível”, afirmou.
Entre as realizações mais destacadas estão a electrificação de Coropa e o inicio da electrificação de Ntopa, Briganha, Mponha, Muripa, Nacalela e Natupi, bem como a construção de escolas de referência, a abertura de furos de água e a reabilitação de infra-estruturas comunitárias. Estes investimentos, segundo o dirigente, têm impacto directo na vida quotidiana das famílias, sobretudo nas áreas de educação e acesso à água potável.
presidente da Plataforma Distrital de Organizações da Sociedade Civil, Eduardo Wazela
No sector educativo, escolas como as de Coropa, Muripa e Nacalela foram apontadas como exemplos de qualidade. “São infra-estruturas bem construídas, que servem de referência e devolvem dignidade aos estudantes e professores”, sublinhou, acrescentando que a energia trouxe novas oportunidades e impulsionou actividades económicas. Além destas escolas, foram ainda apontadas como em curso a escola de Mpago, o Centro de Saúde Tipo II e duas residências para pessoal médico em Mpuitine.
Wazela fez questão de realçar que a qualidade das obras erguidas até ao momento está acima da média. “A satisfação é real, porque já há impactos concretos na vida das famílias. As escolas e os sistemas de água são bons exemplos disso”, disse.
Outro ponto sublinhado pelo dirigente foi a actual coordenação tripartida entre governo, empresa e sociedade civil. “No início, havia tensões, mas hoje não há razão de queixa. Estamos alinhados e envolvidos em todos os processos, e isso é de louvar”, declarou.
Na sua visão, esta cooperação tem sido fundamental para o cumprimento do plano e para a confiança das comunidades. “É um trabalho conjunto que garante transparência e eficácia. Se mantivermos este espírito, todos saem a ganhar: comunidades, governo e empresa”, reforçou.
Wazela também defendeu que a responsabilidade social não deve ser vista como oportunidade, mas sim como obrigação de desenvolvimento. “É o que se espera em troca da exploração dos recursos. O mais importante é que as pessoas sintam benefícios palpáveis”, observou.
O presidente destacou ainda que o futuro da relação entre comunidades e empresa deve ser orientado para a sustentabilidade. “Queremos que, quando a Haiyu encerrar a sua actividade, as populações olhem para trás e digam: foi graças aos nossos recursos que estas infra-estruturas e serviços ficaram”, afirmou.
Wazela apelou à empresa para continuar neste caminho, consolidando os ganhos já alcançados e cumprindo os compromissos pendentes. “A memória positiva é o maior legado que a Haiyu pode deixar às comunidades de Moma”, concluiu.
No final, o presidente da plataforma destacou que, apesar dos avanços já alcançados, ainda existem oportunidades para reforçar a intervenção, sobretudo no apoio a mulheres e pessoas com deficiência através de iniciativas de geração de renda. “Acreditamos que a empresa está consciente desta necessidade e que poderá implementá-la no momento oportuno”, frisou. Redacção