SOCIEDADE

SNJ denuncia dificuldades no acesso às fontes de informação no país

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O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) denunciou a persistência de dificuldades no acesso às fontes de informação em Moçambique, sobretudo junto de instituições oficiais, uma situação que continua a limitar o trabalho dos profissionais da comunicação social.

A informação foi avançada pelo secretário-geral do SNJ, Faruco Sidique, no âmbito das celebrações do Dia do Jornalista, assinalado este 11 de abril.

Segundo o dirigente, apesar de alguns avanços registados, o acesso à informação ainda está longe de ser pleno, sendo descrito como um processo contínuo e uma luta diária para os jornalistas.

“Há ainda dificuldades no acesso a fontes de informação, de forma particular às fontes oficiais. Mas, como tenho dito, o acesso às fontes de informação é uma luta permanente. A gente vai fazendo todos os dias, tentando ganhar um pouco”, afirmou.

Sidique destacou ainda que a melhoria no acesso às fontes também depende da qualidade do trabalho jornalístico, defendendo a prática de um jornalismo sério e responsável como forma de conquistar maior abertura por parte das instituições.

“Quando mostramos que estamos a fazer um bom trabalho, a abertura das fontes normalmente é maior”, acrescentou.

O responsável garantiu que o SNJ continuará a trabalhar para sensibilizar a sociedade sobre a importância da comunicação social, apelando a uma maior colaboração das entidades públicas e privadas no fornecimento de informação.

Na ocasião, o dirigente destacou que a classe enfrenta três desafios fundamentais: a ética profissional, a liberdade de imprensa e a justiça laboral.

No campo da ética, alertou para a existência de práticas que comprometem a qualidade do jornalismo, apontando casos de sensacionalismo e de falta de contraditório.

“Há alguns focos de um trabalho de fraca qualidade, que pauta pelo sensacionalismo e por não ouvir a outra parte quando se faz uma acusação. São aspectos éticos que precisam continuar a ser limados”, afirmou.

O responsável defendeu ainda a necessidade de transmissão de boas práticas às novas gerações, sublinhando o papel dos profissionais mais experientes na formação dos mais jovens.

“O que deixamos às gerações mais velhas é que passem a mensagem desse bom jornalismo aos mais novos”, acrescentou.

Em relação à liberdade de imprensa, referiu que a recente aprovação, pela Assembleia da República, do pacote legislativo para a comunicação social poderá contribuir para o reforço deste direito no país.

Na componente de justiça laboral, o responsável reconheceu limitações na intervenção directa do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), destacando que a organização tem apostado sobretudo na sensibilização das entidades empregadoras.

Segundo explicou, o sindicato tem vindo a apelar para que as empresas de comunicação social reforcem as condições financeiras e laborais dos jornalistas, de modo a garantir um exercício mais digno da profissão.

O dirigente sublinhou que os profissionais precisam de contratos formais, salários condignos, acesso à segurança social e ajudas de custo durante deslocações.

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