ECONOMIA
Secretário distrital da ACLIN denuncia dificuldades sociais dos combatentes em Nampula
O secretário distrital da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLIN) em Nampula, Jaime Amisse Midjai, manifestou nesta quinta-feira (04) a sua preocupação com a situação social e económica dos veteranos da Luta de Libertação Nacional, que continuam a enfrentar sérias dificuldades.
Em conferência de imprensa, momentos depois da despedida feita pelo Secretário de Estado de Nampula, Plácido Nerino Pereira, aos combatentes que seguem viagem para Maputo, Midjai explicou que os salários actuais são insuficientes para garantir a sobrevivência condigna. “As condições de vida dos combatentes não podem continuar assim. Pedimos que o Governo aumente os salários para que os filhos, netos e bisnetos possam estudar e ter um futuro melhor”, apelou.
Jaime Amisse Midjai espera que a gala seja um momento de reflexão e memória colectiva para a resolução dos problemas dos veteranos da Luta de Libertação Nacional. “A nossa expectativa é que a gala recorde o passado vivido durante a luta e una todos os combatentes do país para reflectirmos sobre o papel que desempenhámos na libertação de Moçambique”, concluiu.
Governo reconhece dificuldades dos combatentes
A directora provincial da ACLIN em Nampula, Judite Daniel, reconheceu que os veteranos enfrentam inúmeros problemas, sobretudo no acesso a medicamentos.
Segundo explicou, os combatentes têm à sua disposição um serviço de atendimento em saúde semanal, às quartas-feiras, mas a idade avançada exige fármacos específicos que não se encontram disponíveis nos hospitais. “Infelizmente, os medicamentos existentes não são adequados para as doenças que sofrem. Esta é uma das maiores reclamações dos combatentes”, destacou.
No entanto, a fonte acrescentou que o Governo tem estado a desenvolver esforços para reduzir o sofrimento dos veteranos. Judite Daniel revelou que 15 combatentes da província já foram abrangidos pelo projecto “Fundo da Paz”, destinado ao financiamento de pequenos projectos de geração de rendimento.
“Alguns combatentes já estão a exercer os seus trabalhos, apesar de haver dificuldades. O apelo é que façam bom uso dos fundos para garantir a devolução e permitir que outros também sejam beneficiados”, afirmou. A responsável acrescentou que o valor atribuído depende da dimensão de cada projecto, sem montantes fixos estipulados. Isabel Abdala