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Secretário de Estado reconhece resiliência das instituições locais no combate aos desastres naturais

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O Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Pereira, reconheceu esta semana a resiliência e o papel fundamental desempenhado pelos órgãos locais do Estado na resposta aos desastres naturais que marcaram a época chuvosa e ciclónica 2024-2025.

Falando na abertura da sessão do Comité Operativo de Emergência (COE), que decorre em Nampula para fazer o balanço da última época chuvosa e sistematizar as lições aprendidas durante a passagem dos ciclones CHIDO, DIKELEDE e JUDE, o dirigente agradeceu a dedicação dos profissionais envolvidos na mitigação dos efeitos das calamidades.

“Gostaria de reconhecer o papel relevante e importante desempenhado por todos durante estes momentos difíceis que a província enfrentou”, declarou Plácido Pereira, sublinhando que a coordenação institucional foi crucial para salvar vidas, prestar assistência humanitária e garantir o funcionamento mínimo dos serviços públicos.

A reunião do COE reúne representantes de diferentes sectores do Governo, parceiros humanitários e organizações da sociedade civil, com o objectivo de avaliar as intervenções realizadas e reforçar as capacidades locais de resposta a fenómenos extremos, que têm sido cada vez mais frequentes e intensos na região norte do país.

Na província de Nampula, mais de 1,4 milhão de pessoas foram afectadas directa ou indirectamente, com registo de feridos, perdas humanas, destruição parcial ou total de casas, escolas, unidades sanitárias, embarcações, postes de energia e hectares inteiros de culturas agrícolas. As vias de acesso também ficaram comprometidas, dificultando as operações de socorro e assistência humanitária.

A resposta de emergência incluiu o resgate de famílias sitiadas, distribuição de alimentos e a abertura de 75 centros de trânsito temporários, actualmente já encerrados. No entanto, a escassez de fundos e a degradação das estradas foram apontadas como principais entraves à resposta humanitária.

O encontro decorre sob a égide do Comité Operativo de Emergência (COE) e tem apenas dois pontos na agenda: o balanço da época chuvosa e ciclónica e a sistematização das lições aprendidas. O objectivo, segundo as autoridades, é melhorar os mecanismos de prevenção e resposta, numa província que se vê cada vez mais vulnerável à fúria das mudanças climáticas. Faizal Raimo

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