ECONOMIA

Secretário de Estado exige controlo interno forte e tolerância zero à corrupção

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O Secretário de Estado de Nampula, Plácido Nerino Pereira, declarou esta terça-feira (9) uma “guerra aberta” à corrupção, exigindo que todas as instituições da província activem de imediato unidades de controlo interno “funcionais e actuantes”. O dirigente falava durante as celebrações do Dia Internacional de Combate à Corrupção e alertou que o fenómeno continua a travar o desenvolvimento da província.

Os dados apresentados mostram a gravidade da situação: entre Janeiro e Novembro de 2025 foram tramitados 123 processos de corrupção, de um total de 197 abertos, envolvendo maioritariamente funcionários públicos. Pereira disse que estes números comprovam que o combate está em curso, mas revelam também “que ainda há muito por fazer”.

O Secretário de Estado afirmou que a ausência de controlo interno eficaz facilita desvios, subornos e favoritismos, e defendeu que estas unidades devem funcionar como “o sistema nervoso da Administração Pública”, prevenindo fraudes e orientando gestores. Criticou ainda a burocracia excessiva que alimenta pedidos de favorecimento: “A celeridade não é um favor ao cidadão, é um dever do servidor público”.

Plácido Pereira reiterou que o Governo está a reforçar a legislação, a digitalização e os mecanismos de fiscalização, mas afirmou que só haverá resultados duradouros com mudança de comportamento nos sectores. “A integridade tem de ser a regra e não a excepção. Nampula não pode tolerar comportamentos que lesam o povo e travam o desenvolvimento”, declarou.

Maria Emília Ferrão defendeu que o combate à corrupção deve tornar-se parte da gestão diária de cada instituição, através de medidas internas de prevenção, monitoria e responsabilização. Sublinhou que a implementação rigorosa da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e da Declaração de Maputo é essencial para consolidar uma cultura de integridade e transformar a transparência num compromisso permanente do Estado. Faizal Raimo

 

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