DESTAQUE
Secretário de Estado de Nampula insta moçambicanos a combater intolerância política e preservar a paz
O Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Pereira, apelou este sábado a todos os moçambicanos para que privilegiem a convivência pacífica e aceitem as diferenças políticas como condição essencial para a consolidação da unidade nacional e da estabilidade do país.
Falando nas celebrações do 4 de Outubro – Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, o governante advertiu que a persistência da intolerância política continua a ameaçar a harmonia social e o desenvolvimento sustentável.
“A intolerância política, causada por dificuldades de coabitação e partilha de espaço, protagonizada por alguns actores, não contribui para a consolidação da paz e da harmonia social, nem para a conjugação de esforços rumo ao desenvolvimento sustentável do país e da província”, afirmou.
Pereira sublinhou que é urgente cultivar uma cultura de aceitação e respeito mútuo. “Somos chamados a privilegiar a convivência pacífica, aceitando as diferenças para promover a união na diversidade. Esta é a condição primordial para a consolidação da unidade nacional, da estabilidade política e de um ambiente favorável à participação de todos no processo de desenvolvimento”, disse.
O dirigente destacou ainda que o terrorismo em Cabo Delgado continua a provocar deslocamentos internos, dor e instabilidade, lembrando que a paz deve ser construída diariamente. “A paz não é uma estrutura acabada, mas uma construção constante, baseada na inclusão e na participação colectiva. Ela começa no coração de cada um de nós.”
Pereira enalteceu igualmente o papel das instituições religiosas na promoção da paz. “Queremos valorizar o trabalho das confissões religiosas, cujo contributo não se limita à mediação de conflitos, mas também ao fortalecimento da reconciliação e da coesão social”, sublinhou.
O Secretário de Estado apelou, por fim, à participação activa dos cidadãos no Diálogo Nacional Inclusivo, lançado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, cujas auscultações públicas em Nampula arrancam no dia 6 de Outubro. “O diálogo nacional inclusivo é uma base sólida e uma oportunidade inquestionável para uma reflexão aberta, que permitirá superar os aspectos que ainda nos dividem”, concluiu. Vânia Jacinto