POLÍTICA

Renamo em Nampula diz que militância política não constitui vínculo laboral

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A delegada provincial da Renamo em Nampula, Abiba Aba, afirmou que a estrutura partidária não funciona como uma entidade laboral, pelo que a militância política não dá direito a indemnização em caso de cessação de funções ou divergências internas.

Abiba Aba falava na quinta-feira (11), durante um comício popular realizado no bairro de Carrupeia, na cidade de Nampula, onde sublinhou que não existem contratos de trabalho entre o partido e os seus dirigentes, fundadores ou membros séniores, razão pela qual não há enquadramento legal para qualquer compensação financeira.

“António Muchanga, ao exigir agora uma indemnização ao partido, está a negar todo o percurso e a reduzir a zero a luta de milhares de moçambicanos por uma transacção financeira, pois a Renamo não é uma empresa onde existam empregadores e empregados, de onde se retiram lucros”, afirmou.

No mesmo comício, Abiba Aba recordou a trajectória política de António Muchanga, afirmando que esta foi construída no seio da Renamo, onde desempenhou funções como deputado da Assembleia da República, membro do Conselho de Estado e, actualmente, membro da Assembleia Provincial de Maputo.

“Não se tornou uma figura pública por mérito isolado, mas pelo capital político que o partido lhe concedeu ao longo dos anos”, disse.

A dirigente classificou a exigência de indemnização como motivada por interesses pessoais, num contexto em que o país enfrenta desafios como o desemprego juvenil, a consolidação da paz e a reconstrução pós-conflito eleitoral.

“Quem se diz defensor do povo não pode colocar o interesse pessoal acima do interesse da maioria dos membros e simpatizantes da Renamo”, concluiu.

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