POLÍTICA

Renamo denuncia movimento paralelo que tenta impor “novo coordenador político” em Nampula

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A Renamo, em Nampula, denunciou esta quarta-feira a existência de um movimento paralelo que tenta assumir autoridade dentro do partido e impor um alegado “novo coordenador político” provincial, numa acção que a formação considera ilegal e potencialmente destabilizadora.

O alerta foi lançado pelo porta-voz provincial, Nelson Carvalho, que classifica o grupo como composto por indivíduos que se fazem passar por combatentes e membros históricos da Renamo, mas que, segundo o partido, actuam “à margem da estrutura oficial”.
“Queremos afirmar que a Renamo se declina desse grupo de pessoas. Todas as consequências que advirem dessa suposta manifestação, a Renamo não irá se responsabilizar”, declarou.

Segundo Carvalho, o grupo pretende realizar uma marcha que partira do prédio Carvalheira, passará por várias artérias da cidade de Nampula e terminaria na delegação política provincial, onde pretende aclamar publicamente o suposto novo coordenador.

A Renamo rejeita qualquer ligação à iniciativa e acusa o movimento de utilizar símbolos, documentos e timbres oficiais de forma fraudulenta, facto já reportado às autoridades judiciais e policiais. O partido sustenta que o objectivo dos promotores é criar intrigas internas, provocar desordem e manipular a opinião pública através da imprensa e das redes sociais.

Carvalho afirma ainda que os alegados descontentes nunca apresentaram queixas formais nos canais internos.

“Se são membros, se têm conselhos a dar, vêm dar aqui. Aquele que é combatente do Partido Renamo tem estado aqui na delegação. No Conselho Nacional realizado em Nampula, nenhum deles apareceu para levantar preocupação alguma.”

O porta-voz endureceu o tom ao responder sobre eventuais medidas de protecção à delegação provincial.
“Quando um ladrão vem à sua casa, não se canta aleluia. Se o ladrão vem com uma katana, você vem com um machado”, disse, reforçando que o partido está preparado para defender as suas instalações “com meios internos considerados necessários”.

Apesar de admitir que alguns dos integrantes possam ter pertencido ao partido, Carvalho sustenta que muitos entraram na Renamo com “intenções obscuras” e nunca representaram a coesão interna da organização.

“O Partido Renamo nunca esteve dividido. O que existe são pessoas mal-intencionadas que sempre lutaram para que o partido não pudesse governar este país.”

Sem data confirmada da suposta marcha, o partido diz estar atento a encontros clandestinos do grupo em ruas e parques da cidade. No entanto, deixa um apelo à reconciliação interna:
“Irmãos, redimam-se e venham lutar pela democracia, venham lutar pelo bem-estar dos moçambicanos.”

Durante a declaração, Carvalho confirmou ainda que o presidente do partido, General Ossufo Momade, não irá concorrer nas próximas eleições, apesar dos estatutos lhe garantirem protecção enquanto líder. “Enquanto continuar a ser presidente, todos temos que o venerar e considerar.”

A Renamo apelou, por fim, à intervenção da polícia para evitar confrontos caso o grupo tente aproximar-se da delegação política provincial. José Luís

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