SOCIEDADE
Refugiados de Maratane abandonados à sua própria sorte
Os refugiados acolhidos no Centro de Refugiados de Maratane, na província de Nampula, enfrentam uma grave crise humanitária marcada pela falta de alimentos e pela redução da assistência básica. A situação resulta dos cortes de financiamento por parte dos parceiros internacionais que durante anos apoiaram aquela comunidade.
O alerta foi lançado pelo director executivo da Associação dos Refugiados em Moçambique, Ismael Luc Abraham. Segundo ele, a escassez de apoio está a agravar as dificuldades de sobrevivência e a contribuir para o aumento de problemas sociais, como furtos, prostituição e abandono escolar.
“Isso se deve ao facto de o mundo estar a viver uma crise financeira sem precedentes, uma vez que todos os que ajudavam o Centro de Refugiados cortaram o financiamento. Isso deixou os refugiados numa situação de falta de toda a assistência material”, afirmou.
Além da falta de alimentos, os refugiados continuam a enfrentar atrasos na atribuição do estatuto de refugiado e conflitos relacionados com o acesso à terra para cultivo, factores que, segundo a associação, agravam ainda mais a vulnerabilidade das famílias instaladas em Maratane.
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