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Recuperação pós-manifestações e ciclones recebe 320 milhões de meticais

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Os empresários de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Tete poderão receber 320 milhões de meticais no âmbito do Fundo de Recuperação Empresarial, um programa do governo moçambicano financiado pelo Banco Mundial.

O Fundo de Recuperação Empresarial foi lançado nesta Sexta-feira (29) na cidade de Nampula, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, em uma cerimónia que coincidiu com a entrega dos primeiros cheques simbólicos aos representantes de 26 sub projectos aprovados para financiamento pela III Edição do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração.

Promovido pela Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze e pela Unidade de Coordenação do Projecto de Ligações Económicas para a Diversificação (Conecta Negócios), o fundo visa mitigar os impactos económicos resultantes dos recentes ciclones e manifestações violentas que afectaram o país.

Segundo o Chefe de Estado, Daniel Chapo, responsável pelo lançamento da iniciativa, tanto as manifestações quanto os eventos ciclónicos tiveram um impacto significativo nas três províncias prioritárias para a implementação do programa. Esses eventos reduziram a capacidade económica e de geração de empregos das Micros, Pequenas e Médias Empresas nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Tete.

“Como todos pudemos acompanhar, as províncias de Cabo Delgado e de Nampula, duas das três províncias prioritárias para a implementação da 3ª edição do Fundo Catalítico, foram devastadas pelos ciclones Chido, Jude e Dikeledi. Além disso, assim como ocorreu em várias outras partes do país, essas províncias também foram afectadas pela onda de manifestações violentas, ilegais e criminosas que temos presenciado desde Outubro de 2024”, explicou Chapo.

“Com este Fundo de Recuperação Empresarial, esperamos que o esforço que o Governo de Moçambique, que lideramos, em parceria com o Banco Mundial, que tem feito através programas como a III Edição do Fundo Catalítico, prevaleça e produza os resultados almejados que incluem a resiliência das nossas empresas a choques como estes, bem como a manutenção dos postos de trabalho e criação de mais e melhores empregos, sobretudo, para mulheres e jovens.”, continuou.

Ainda no âmbito da criação de projectos de apoio ao sector privado, Daniel Chapo prometeu continuar a implementar fundos de apoio às chamadas dinamizadoras da economia moçambicana.

“Como governo, vamos continuar a criar vários fundos que facilitam o acesso ao nosso sector privado e, consequentemente, estimular a economia para que ela se recupere o mais rápido possível, criando mais empregos para a nossa juventude”, afirmou.

O Chefe de Estado também sublinhou a importância da sustentabilidade ambiental e social nos projectos financiados. “Temos sido cada vez mais exigentes na inclusão de componentes de salvaguardas ambientais e sociais nos projectos financiados com recursos públicos. Esta exigência está alinhada com as políticas ambientais internacionais e visa garantir que os investimentos sejam resilientes às mudanças climáticas”, destacou.

Além disso, recordou a importância da boa gestão dos fundos, apelando aos empresários para utilizarem os recursos conforme os projectos aprovados. “Evitem desviar os fundos para fins não produtivos. O sucesso destas iniciativas determinará a continuidade do programa e permitirá que mais empresas tenham acesso a financiamento”, alertou. Daniel Caetano

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