SOCIEDADE

Recipientes de lixo em zonas de aglomeração para travar má gestão de resíduos em Nampula

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A Direcção Provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente de Nampula anunciou que vai instalar recipientes de lixo em locais de grande aglomeração populacional, como mercados, praças, ruas movimentadas e praias, com o objectivo de reduzir a má gestão de resíduos nas autarquias da província.

Segundo a directora provincial, Delfina Falume, a medida visa facilitar a recolha selectiva e combater a prática de abandono de resíduos em espaços públicos. O sector está igualmente a implementar o projecto “Meu Lixo, Minha Responsabilidade”, que procura sensibilizar cada cidadão a assumir a gestão do lixo que produz.

A iniciativa quer responsabilizar a população por comportamentos nocivos, como atirar resíduos a partir de transportes públicos ou deixá-los nas praias. “Queremos que cada cidadão perceba que o resíduo que gera é da sua responsabilidade. Não podemos continuar a ver garrafas ou caixas de fruta atiradas das viaturas em circulação”, advertiu a responsável.

Falume sublinhou que a limpeza urbana depende do envolvimento de toda a sociedade. “Se queremos uma cidade limpa, não basta o esforço do sector do Ambiente ou dos municípios. Cada cidadão deve assumir este conceito de cidadania. Só assim teremos uma cidade limpa para todos”, frisou.

A directora acrescentou que o sector pretende igualmente instalar recipientes nas praias, uma vez que a falta de locais adequados para o depósito leva os banhistas a abandonar garrafas e outros resíduos na areia. “Sem recipientes, quem acaba de beber deixa a garrafa onde está sentado. Se houver um local apropriado, é mais fácil corrigir esse comportamento”, explicou.

De acordo com informações apuradas pelo Rigor, a Direcção do Ambiente planeia ainda construir sanitários públicos no litoral de Nampula para pôr fim ao fecalismo a céu aberto. “Em Angoche, em breve esta prática vai terminar, porque, em coordenação com o município, vamos construir sanitários públicos nas zonas costeiras. Na Ilha de Moçambique já existem infra-estruturas modernas, mas infelizmente a comunidade ainda não faz uso adequado”, concluiu Delfina Falume. Redacção 

 

 

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