SOCIEDADE
PRM acusada de baleamento e tentativa de encobrimento em Nampula
Um jovem de nome João Júnior, residente em Muhala Expansão, foi baleado por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) afectos à 4.ª Esquadra de Nampula, quando seguia de táxi-mota rumo à paragem da transportadora Nagi, na madrugada da passada sexta-feira (15).
O incidente ocorreu na zona de Djaló, onde os agentes dispararam contra o veículo, atingindo-lhe ambos os pés e destruindo o tornozelo direito.
A vítima encontra-se internada no Hospital Central de Nampula, na Clínica Especial, onde aguarda cirurgia. As despesas médicas já ultrapassam 140 mil meticais, um peso insuportável para a família, que acusa a polícia de registar o caso como “agressão física”, numa clara tentativa de desresponsabilização.
A organização Kóxukhuro, através do seu director executivo, Gamito dos Santos, denunciou o caso, exigindo justiça: “Exigimos a prisão imediata dos agentes envolvidos e a sua responsabilização criminal e disciplinar. Nada justifica esta acção, que constitui uma grave violação dos direitos humanos e do direito à livre circulação”, afirmou.
A Polícia da República de Moçambique em Nampula ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Redacção