ECONOMIA

PR lança campanha de comercialização agrária e apela a um novo ciclo de industrialização nacional

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Sussundenga, Manica – O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou esta quinta-feira (15) a Campanha de Comercialização Agrária 2025, num apelo à mobilização nacional para transformar os excedentes agrícolas em motor de crescimento económico e industrialização.

A cerimónia, realizada no distrito de Sussundenga, foi marcada por um discurso de forte carácter económico e social, onde o Chefe do Estado sublinhou que a comercialização agrária é o elo essencial entre a produção rural e a industrialização de Moçambique.

“É com muita esperança e profundo optimismo que hoje nos reunimos para testemunhar o lançamento desta campanha, que reforça a construção da nossa tão almejada independência económica”, declarou Chapo.

O estadista destacou ainda o papel central das mulheres camponesas, dos jovens e do sector privado como protagonistas activos na dinamização da economia rural. Segundo o Presidente, estes grupos devem liderar o processo de valorização da produção nacional.

“Apropriem-se deste processo. Usem as plataformas digitais, organizem-se em cooperativas, apresentem propostas de valor agregado. O futuro constrói-se com inovação e participação”, incentivou.

Apesar de reconhecer os impactos negativos das recentes crises — manifestações sociais e ciclones como Dikeledi, Chido e Jude — que levaram a uma contracção do PIB em 4,9%, Chapo elogiou a resiliência do povo moçambicano, sublinhando que, sem esse esforço, as perdas teriam sido muito maiores.

A Campanha Agrária 2024 registou aumentos significativos: 9% na produção de cereais, 7% nas leguminosas, 12% nas raízes e tubérculos e 14% de crescimento na comercialização, com mais de 20 milhões de toneladas vendidas. As províncias de Nampula e Maputo lideraram o desempenho, com 25% e 18% da produção, respetivamente.

Com o lema “Comercialização Agrária como factor dinamizador da economia local e industrialização”, o Governo projecta um crescimento económico de 5% em 2025, com base na expansão da área cultivada e no reforço ao investimento. Redacção

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