ECONOMIA
População de Aube exige expansão da rede eléctrica e mais infraestruturas sociais
A população da localidade de Siretene, no posto administrativo de Aúbe, no distrito de Angoche, voltou a exigir a expansão da rede eléctrica para aquela sede administrativa, que continua sem ligação à corrente da rede nacional. Além da energia eléctrica, os residentes pedem a construção de novas salas de aulas e o aumento de fontes de abastecimento de água.
As reivindicações foram apresentadas nesta sexta-feira (05), durante uma visita de trabalho do administrador distrital, Maurício Mutolino, cujo objectivo foi ouvir directamente as preocupações da comunidade.
O líder comunitário local, que falou em nome dos residentes, destacou como prioridade máxima a instalação de um Posto de Transformação (PT), considerado essencial para reforçar a capacidade de fornecimento de energia.
“Pedimos a construção de um PT para melhorar a qualidade da energia. A fraca corrente compromete actividades como a serralharia e a conservação de produtos”, afirmou.
A comunidade solicita igualmente a retoma do processo de electrificação da sede do posto administrativo de Aúbe, interrompido há algum tempo sem explicação clara.
“Queremos que seja retomada a electrificação da sede de Aúbe através da rede nacional”, acrescentou.
Na área da educação, as preocupações concentram-se na falta de salas de aulas e na necessidade de elevar a escola secundária ao 2.º ciclo, devido ao número crescente de alunos que concluem a 9.ª classe.
“Pedimos mais salas de aulas, carteiras e a construção de blocos anexos para o 1.º e 2.º ciclo. Temos cerca de 106 alunos que terminaram a 9.ª classe e precisam continuar para a 10.ª”, referiu.
Em resposta, o administrador distrital garantiu que o Governo está a mobilizar esforços e parceiros para dar solução às inquietações apresentadas, apelando, no entanto, à preservação da paz e ao combate à desinformação.
“Tomámos nota de todas as inquietações e vamos trabalhar para ultrapassá-las com ajuda dos nossos parceiros. Mas precisamos manter a paz e combater a desinformação”, afirmou. Moniro Abdala, Angoche