SOCIEDADE
“Pensei que ia morrer… mas continuo viva”, Sónia Brito dos Santos, sobrevivente de cancro da mama
Diagnosticada em 2018 com cancro da mama, Sónia Brito dos Santos, partilhou a sua experiência marcada por dor, medo e resiliência. Sete anos depois, continua em tratamento, mas sente-se bem e encoraja outras mulheres a não ignorarem sinais da doença.
Segundo relatou, os primeiros sintomas foram dores persistentes na mama. Após exames médicos, o diagnóstico confirmou tratar-se de um tumor maligno. “No início não aceitei a ideia de ser operada. Foi um dilema terrível, mas com o apoio dos médicos e familiares acabei por aderir ao tratamento”, contou.
O processo incluiu seis sessões de quimioterapia antes da cirurgia, realizada em 2020, seguidas de novo ciclo de quimioterapia. O pós-operatório foi difícil e exigiu quatro meses de cuidados diários devido à ferida que demorava a cicatrizar.
Apesar das dificuldades, Sónia mantém-se firme. “Faço o controlo de seis em seis meses e sigo as orientações médicas. Passaram-se sete anos desde o diagnóstico, mas sinto-me bem”, afirmou, acrescentando que ainda toma medicação diária.
A sobrevivente destacou a importância do diagnóstico precoce. “Qualquer anomalia que se note na mama deve levar a mulher a procurar imediatamente uma unidade sanitária. O cancro manifesta-se rapidamente e precisa de atenção médica urgente”, advertiu.
Com o seu testemunho, SSónia Brito dos Santos pretende encorajar outras mulheres a não terem medo de procurar ajuda e a enfrentarem a doença. “O tratamento não é fácil, mas é possível. Se eu consegui, outras também podem conseguir”, disse. Redacção