POLÍTICA
Pela primeira vez, todos os líderes partidários com assento parlamentar integram o Conselho de Estado
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, empossou nesta segunda-feira (1.09) os novos membros do Conselho de Estado para o quinquénio 2025-2029, num acto considerado histórico. Pela primeira vez, todos os presidentes dos partidos com assento parlamentar passam a integrar o órgão, ao lado de antigos Chefes de Estado, do Provedor de Justiça, de uma antiga Presidente do Parlamento e do segundo candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais.
Entre os empossados para o Conselho de Estado encontram-se Filipe Jacinto Nyusi, na qualidade de antigo Presidente da República; Margarida Adamugi Talapa, Presidente da Assembleia da República; Maria Delfina Benvinda Levi, Primeira-Ministra; bem como Jamisse Uilson Taímo, Aminuddin Mohamed, Albino Forquilha, Ossufo Momade e Lutero Chimbirombiro Simango, eleitos pela Assembleia da República. Foram igualmente designados pelo Chefe do Estado Alberto Joaquim Chipande, Eduardo Silva Nihia, Graça Simbine Machel e Felizarda da Boaventura Paulino, ao lado de Venâncio António Bila Mondlane, por ter sido o segundo candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais.
O Conselho é ainda composto, por inerência das suas funções, por figuras de reconhecida experiência nacional e internacional: Isaque Chande, Provedor de Justiça; Joaquim Alberto Chissano e Armando Emílio Guebuza, antigos Presidentes da República; e Esperança Laurinda Nhiuane Bias, antiga Presidente da Assembleia da República. Para o Chefe do Estado, a diversidade e qualidade dos membros fazem deste Conselho “uma verdadeira equipa de sonho”, capaz de trazer contributos valiosos para o futuro do país.
Promoção da paz, unidade e harmonia
Na sua intervenção, Daniel Chapo sublinhou que o povo moçambicano deposita grandes expectativas no órgão recém-formado, esperando dele conselhos que promovam paz, harmonia e coesão nacional.
“Este Conselho de Estado simboliza a consolidação da democracia, o aprofundamento da reconciliação nacional e a necessidade de reforçar a unidade, porque juntos somos mais fortes e capazes de vencer qualquer desafio”, afirmou o Presidente da República.
O Chefe do Estado destacou ainda que, para além das matérias constitucionais como a dissolução da Assembleia da República, a declaração de guerra ou a convocação de eleições, o Conselho deve reflectir sobre preocupações sentidas em todo o país: paz e estabilidade, respeito pelas regras democráticas, combate a raptos, terrorismo e crime organizado, bem como mais emprego, habitação de baixo custo e promoção da independência económica de Moçambique. Redacção