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Outra vez Mogovolas! Garimpeiros vandalizam lojas e geram caos em Iuluti

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Mogovolas, 20 de Maio de 2025 – Depois dos tumultos causados por desinformação durante o surto de cólera, o distrito de Mogovolas volta a ser palco de violência e desordem. Desta vez, os protagonistas foram cerca de 300 garimpeiros ilegais, que na tarde desta segunda-feira (19) vandalizaram e pilharam pelo menos 12 lojas comerciais no Posto Administrativo de Iuluti, pertencentes maioritariamente a cidadãos estrangeiros.

Segundo confirmou o administrador do distrito, Emmanuel Impissa, o episódio ocorreu após os garimpeiros invadirem uma mina legalmente explorada por um investidor autorizado. A intervenção da polícia, que procurava restaurar a ordem e afastar os invasores, desencadeou actos de retaliação violenta por parte dos garimpeiros.

“De facto, tivemos esta situação em que cerca de 300 garimpeiros ilegais vandalizaram lojas de nossos concidadãos estrangeiros, na zona comercial de Iuluti. Pilharam e saquearam os estabelecimentos, causando enorme prejuízo”, relatou o administrador em exclusivo ao Jornal Rigor.

Apesar da gravidade dos actos, Impissa assegurou que não houve feridos, mas confirmou que quatro indivíduos foram detidos pelas autoridades e encontram-se sob custódia policial.

“Não tivemos registo de feridos, mas quatro cidadãos foram detidos no âmbito das investigações. As autoridades continuam a trabalhar para identificar outros envolvidos.”

O administrador esclareceu que as infra-estruturas públicas não foram alvo dos ataques, como escolas, hospitais ou edifícios administrativos. Os alvos principais foram comerciantes ligados à actividade de mineração e lojas de bens essenciais.

Uma das lojas, depois de vandalizada, foi incendiada pelos garimpeiros ilegais, deixando apenas escombros

“Não houve vandalização de bens públicos como a Secretaria do Posto ou escolas. Os visados foram essencialmente estabelecimentos comerciais e lojas pertencentes a cidadãos envolvidos na mineração.”

Com tom firme, Emmanuel Impissa condenou os actos de violência e destruição, classificando-os como um retrocesso para o desenvolvimento da vila de Iuluti.

“Qualquer atitude que põe em risco o bem alheio e comum deve ser rejeitada. Repudiamos com veemência esse comportamento. Como temos aprendido com Sua Excelência, o Presidente da República, é pelo diálogo que se resolvem os conflitos. Esta violência só atrasa o crescimento da nossa comunidade”, declarou.

O administrador alertou ainda para as consequências económicas da destruição, prevendo um possível agravamento do custo de vida devido à escassez de produtos de primeira necessidade.

“Sem lojas a funcionar, os residentes terão de percorrer longas distâncias para aceder a bens essenciais. Isso poderá gerar inflação e pressão adicional sobre famílias vulneráveis.”

As autoridades continuam no terreno para reforçar a segurança, acalmar os ânimos e prevenir novos focos de instabilidade. Entretanto, cresce a preocupação com a reincidência de episódios violentos no distrito de Mogovolas, que nos últimos meses  tem enfrentado sucessivas perturbações sociais. Vânia Jacinto

1 Comment

  1. Miguel Ernesto

    Maio 21, 2025 at 6:17 am

    Estes vândalos só podem ser caçados um a um pois isto só prejudica população inocente e outros trabalhadores honestos.
    A polícia não pode parar sem que sejam todos ou a maioria seja detida, julgada e responsabilizada, este, é um país com leis, não estamos na era da pedra.

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