OPINIÃO

O Peso da Terra e a Sombra da Fome

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Nampula, A “Rainha do Norte”, como é carinhosamente chamada, é uma terra de gente trabalhadora, honesta simples carinhosos e solos potencialmente férteis, quase em toda província ,No entanto, caminhar pelos bairros periféricos ou entrar nos distritos rurais e zonas recônditas revela um paradoxo cruel. Onde a vida fértil das plantas repousa, na província mais populosa de Moçambique convive diariamente com o fantasma da desnutrição crónica, que atinge inocentemente suas crianças. Sendo que província produz mais hortícolas, que poderia ajudar na diversidade dos alimentos reduzindo assim a situação da desnutrição.

A crise que assombra Nampula no geral é um drama silencioso e persistente. Em uma província onde quase metade das crianças menores de cinco anos sofre de desnutrição crónica, a pobreza infantil, e o fraco acesso aos serviços básicos exigem atenção urgente das autoridades competentes e da sociedade civil.

Nas matas e nas vilas, o drama começa cedo. Nas panelas vazias, nós pratos sem opção, ou com pouca variedade, reflete-se a luta diária pela sobrevivência. Crianças com a barriga inchada e o desenvolvimento comprometido correm pelos terreiros, carregando nos ombros dos miúdos o peso de um ciclo de pobreza que parece não ter fim. Em média, são seis filhos por mulher na região uma taxa de natalidade elevada que, sem o devido suporte de infraestruturas e educação, acaba por sobrecarregar as famílias e o sistema de saúde, que também é um doente crômio.

Quando o céu se abre por pura bondade e a chuva cai mesmo com uma força padrão, a a terra cede facilmente e a vulnerabilidade atinge outro nível. Rios como o mepuí ou simplesmente pui transbordam e pontes são levadas pela correnteza, como já se viu em distritos da zonas costeira como Lalaua mossuril ilha de Moçambique etc. Nessas ocasiões, milhares de pessoas ficam isoladas, sem acesso a habitação digna, escolas ou hospitais. O que deveria ser fonte de vida transforma-se, muitas vezes, em pesadelo, terror ,arrastando plantações e destruindo o pouco que havia sido cultivado para o sustento.

Apesar de todos esses desafios, a população que está nessa situação não sabe o quão grande é o perigo, de uma criança conviver com a desnutrição há uma força indomável na população de Nampula isso é mais do que um facto existe nesse situação toda,. Mulheres que cultivam a terra de sol a sol, líderes comunitários que tentam alertar para a importância da alimentação diversificada e jovens que procuram construir alternativas mesmo diante das dificuldades e da escassez que o Moçambique insiste em nós sobrecarregar..

Olhar para a situação crítica de Nampula exige ir além das estatísticas alarmantes. Significa reconhecer que cada criança desnutrida e cada família desalojada representa um grito por infraestruturas, assistência humanitária e políticas públicas eficazes. A verdadeira riqueza de Nampula está na sua gente, que necessita urgentemente de um amparo estrutural junto com refugiados de cabo delgado para que, um dia, a sua esperança seja maior do que a crise.

 

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