ECONOMIA
“Nenhum jovem criativo deve passar despercebido no distrito” — PR na XI Edição do Prémio Jovem Criativo
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou este sábado, em Nampula, que o país não pode permitir que jovens talentosos permaneçam invisíveis nos seus próprios distritos, defendendo uma mobilização nacional para dar visibilidade, espaço e oportunidade à criatividade juvenil.
O Chefe do Estado discursou perante uma plateia composta por jovens de todas as províncias do país, reunidos para a XI Edição do Prémio Jovem Criativo, um evento que, segundo o próprio, “já se tornou um símbolo de dignidade, inovação e empreendedorismo”.
Chapo destacou que a edição deste ano foi marcada por grande emoção e expectativa, agradecendo a participação de jovens provenientes “de todo o país” — um movimento que, no seu entender, demonstra vitalidade, ambição e resiliência da juventude moçambicana. Para o Presidente, os concorrentes representam “jovens que se destacam pela determinação, fé, esperança e capacidade de transformar dificuldades em oportunidades”, muitas vezes apoiados apenas pelo esforço das suas famílias e comunidades.
O Chefe do Estado sublinhou que a Gala Jovem Criativo “não é apenas uma cerimónia de celebração”, mas uma plataforma estratégica para impulsionar políticas de inclusão, solidariedade e criação de oportunidades económicas para a juventude. A iniciativa, afirmou, abre “as portas para que jovens criativos alcancem horizontes mais altos”, num país que considera “profundamente jovem” e onde a criatividade deve ser convertida em emprego, rendimento e protagonismo social.
“Nenhum jovem criativo deve passar despercebido no distrito”, insistiu Chapo, apelando às autoridades locais, instituições públicas e actores privados para prestarem maior atenção aos talentos emergentes nos bairros, localidades e zonas rurais. Segundo o Presidente, muitos jovens continuam a criar em silêncio, longe dos holofotes, apesar de carregarem potenciais soluções económicas e culturais capazes de transformar comunidades inteiras.
Recorde-se que, na XI edição, mais de 7.000 iniciativas concorreram em três categorias — criação artística, inovação tecnológica e empreendedorismo — das quais apenas 15 chegaram à final, cinco por cada categoria. Os vencedores foram distinguidos com cheques no valor de 150 mil meticais, além de outras premiações destinadas a impulsionar o arranque dos seus projectos. Faizal Raimo