DESTAQUE
Nas acções de responsabilidade social da Kenmare: Governador de Nampula, Eduardo Abdula, quer maior inclusão da população de Topuito
O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, que visitou a localidade de Topuito, no distrito de Larde, nesta quinta-feira (20), instou à mineradora irlandesa Kenmare para considerar as demandas da população nas suas actividades de responsabilidade social.
Segundo o Governador de Nampula, é fundamental estabelecer um diálogo contínuo antes, durante e após a realização de cada acção que será executada.
O dirigente afirmou ter conhecimento dos entendimentos firmados entre a firma e o governo, mas que agora era importante que a empresa se alinhasse ao novo modelo de gestão, onde o foco dessa colaboração é a incorporação de mais vozes marginalizadas no processo decisório.
“É fundamental que, antes de tudo, organizemos a maneira como iremos desempenhar nossas responsabilidades sociais, considerando as necessidades da comunidade e do distrito como um todo”.
O Governador afirma que durante a sua governação fará o possível para que a empresa Kenmare, actue com total consideração pelas comunidades. Abdula ressalta que está aberto a dialogar com qualquer entidade relacionada à multinacional, a fim de defender uma exploração que priorize, acima de tudo, os interesses da população das áreas afectadas.
“Compartilhamos nossas sugestões sobre como devemos operar daqui para frente. Nos envolvemos intensamente nas questões relacionadas às responsabilidades sociais deste projecto.”.
O governador, que segue o cronograma do programa de visitas aos distritos da província de Nampula, destaca a importância de ir a Topuito para avaliar a situação após os actos de vandalismo e protestos na zona onde a Kenmare actua. Além disso, um dos objectivos era de conhecer “uma das maiores empresas e um dos principais contribuintes da nossa província”.
Recorde-se que a Kenmare, viu o seu contrato de processamento a chegar ao fim, em Dezembro do ano passado. Neste momento, está em busca de um novo acordo com o governo central para os próximos 20 anos. Além disso, a mineradora planeia deslocar a Mina A, que actualmente se encontra em Namiopia, para Nataka, pois a região actual está quase sem recursos. Daniela Caetano