ECONOMIA
Nampula vai introduzir novas variedades de amendoim resistentes à doença da roseta
A província de Nampula vai introduzir novas variedades de amendoim resistentes ou tolerantes à doença da roseta, numa medida que visa recuperar a produtividade, reduzir a dependência de insecticidas e proteger os rendimentos dos pequenos produtores. O anúncio foi feito pelo Director Provincial de Agricultura e Pescas, Manuel Chicamisse, durante a abertura de um workshop dedicado à cadeia de valor do amendoim.
O encontro reúne investigadores, técnicos, produtores e parceiros, com o objectivo de discutir estratégias de combate à doença da roseta, à presença de aflatoxinas e à necessidade de introduzir variedades mais robustas e adaptadas às condições agro-ecológicas de Nampula.
Para Manuel Chicamisse, torna-se insustentável que a província, sendo a maior produtora de amendoim do país, continue a registar quedas significativas de rendimento. “O amendoim é uma das culturas mais importantes do país. Nampula, sozinha, representa cerca de 45% da produção nacional. Não podemos permitir que esta doença continue a comprometer os rendimentos dos nossos produtores e a reduzir a qualidade da nossa produção”, afirmou.
O responsável explicou que a introdução de novas variedades resistentes ou tolerantes será uma das medidas estratégicas para aumentar a resiliência da produção e reduzir custos de controlo. “Nampula vai introduzir novas variedades de amendoim resistentes ou tolerantes à doença da roseta, como forma de recuperar a produtividade e reduzir a dependência de insecticidas. Este é um passo decisivo para fortalecer a resiliência da nossa produção e melhorar os resultados para os pequenos produtores.”
Chicamisse alertou ainda para a gravidade da situação, destacando que a doença continua a causar perdas severas, desvalorizando o produto e elevando os custos para os agricultores. “A doença da roseta tem causado perdas severas, reduzindo de forma significativa a produção, desvalorizando o produto no mercado e aumentando os custos de controlo para os nossos agricultores. É uma ameaça real à nossa economia rural e exige de nós uma resposta coordenada e eficaz”. Vania Jacinto