ECONOMIA

Nampula enfrenta desafios persistentes no desenvolvimento da Primeira Infância

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O Governo da província de Nampula admitiu que a província continua a enfrentar desafios significativos no desenvolvimento da Primeira Infância, sobretudo no acesso das crianças dos 0 aos 5 anos às instituições de ensino pré-escolar.

A informação foi avançada pela directora provincial do Género, Criança e Acção Social em Nampula, Cidinha Mpila, durante o encerramento do projecto “Okhala Sana W’anamuane”, implementado na província no período de Março de 2023 a Janeiro de 2026, nos distritos de Ribáuè e Monapo.

O projecto teve como foco o reforço do desenvolvimento da primeira infância, com destaque para os cuidados carinhosos e responsivos, o bem-estar dos cuidadores e o fortalecimento das estruturas comunitárias.

“Apesar dos avanços registados, ainda existem desafios em garantir que todas as crianças dos 0 aos 5 anos frequentem instituições de ensino pré-escolar. O maior desafio é expandir estes serviços para as comunidades mais recônditas, para que nenhuma criança fique de fora ou permaneça em casa”, disse Mpila.

Segundo dados apresentados, em 2025 o sector de Género, Criança e Acção Social assistiu 30.976 crianças em centros infantis e escolinhas comunitárias na província de Nampula, sendo 9.840 em centros infantis e 21.136 em escolinhas comunitárias.

Estas crianças foram acompanhadas por 941 animadores e 227 educadores de infância, distribuídos por 347 instituições.

A directora apontou igualmente a desnutrição infantil como um dos principais entraves ao desenvolvimento da pequena infância na província.

“As questões da desnutrição afectam negativamente o desenvolvimento da pequena infância. Trata-se de um grande desafio, tendo em conta que a província regista níveis elevados de desnutrição”, sublinhou.

Na mesma ocasião, a responsável reconheceu o contributo do projecto “Okhala Sana W’anamuane” para o reforço do desenvolvimento da primeira infância na província, destacando os resultados positivos alcançados ao nível das comunidades abrangidas. Vânia Jacinto

 

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