POLÍTICA

Nampula assinala Dia da Vitória com críticas da oposição e elogios da FRELIMO às políticas de Chapo

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As celebrações do Dia da Vitória em Nampula foram marcadas por discursos contrastantes entre os partidos da oposição e a FRELIMO, partido no poder. Enquanto o MDM e o Podemos denunciaram o que consideram falhas graves na governação e desvirtuação dos ideais da independência, a FRELIMO destacou avanços alcançados sob a liderança do Presidente Daniel Francisco Chapo.

A dirigente do MDM, Diolinda Idalina, afirmou que a luta pela liberdade em Moçambique está longe de ter terminado. Para ela, o país continua refém de “novos donos da nação”, que teriam chegado ao poder através da manipulação eleitoral. “Hoje a nossa luta é contra o assalto ao poder, contra a alteração unilateral dos resultados eleitorais. Só seremos verdadeiramente independentes e democráticos quando estivermos livres destes novos donos”, declarou, sem mencionar nomes.

Por sua vez, Martins Noronha, do partido Podemos, denunciou desigualdades sociais persistentes, dificuldades económicas e restrições à liberdade de expressão. Durante o comício, questionou se “era esta a razão da luta dos combatentes de libertação nacional”. Noronha apontou ainda a dependência externa na defesa da soberania nacional, o elevado custo de vida, a burocracia que sufoca os empresários e a corrupção generalizada. “Hoje só têm vida facilitada os empresários que corrompem”, criticou.

Em contraponto, a FRELIMO preferiu enaltecer conquistas recentes. O primeiro-secretário provincial do partido, Gilberto Francisco, afirmou que a vitória de há 51 anos se traduz actualmente em políticas concretas do governo. Destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, que já movimenta comunidades rumo à afirmação financeira, os espaços de diálogo político que reforçam a paz, os investimentos internacionais que estão a chegar ao país e os mecanismos de fiscalização do Estado.

Para a FRELIMO, a melhor homenagem aos combatentes da libertação não é apenas relembrar a história, mas enfrentar os desafios actuais, como a pobreza e a desnutrição, promovendo sempre a paz. “Nenhum inimigo pode vencer os moçambicanos unidos, organizados junto à FRELIMO e ao povo”, disse Francisco. Faizal Raimo

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