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Na sua primeira visita de trabalho à província de Nampula: Daniel Chapo reafirma o compromisso de governar com o povo

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O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou em Nampula o compromisso de promover uma governação mais próxima da população. Para o efeito, Daniel Chapo disse que pretende governar para o povo, com o povo e como povo.

“Estamos em Nampula para dizer o que vamos fazer, o que estamos a fazer e ouvir as preocupações do povo”, disse Daniel Chapo, enfatizando a necessidade da “união dos moçambicanos, independentemente das suas filiações políticas, etnias e raças; todos são irmãos”.

“Nós queremos trabalhar com o povo, por isso prometemos uma governação próxima do povo. Criar melhores condições para o povo. Nós nos preocupamos com o povo”, disse.

Sobre o que o governo está a fazer, Daniel Chapo indicou que, desde que tomou posse a 15 de Janeiro passado, o seu governo tem estado a resolver vários problemas. Chapo começou por indicar que, quando entrou para o governo, o país, principalmente os funcionários públicos, que são a maioria no país, debatiam sobre o não pagamento do décimo terceiro salário. Indicou que, na altura, não interveio, mas o que fez foi pagar.

Além do décimo terceiro salário, Daniel Chapo disse que está a resolver vários assuntos com os funcionários, desde a classe médica até os professores, tendo iniciado o pagamento das dívidas com essas classes.

“Quando entramos, também ouvimos que havia dívidas com os empresários. Já estamos a pagar. Estamos a pagar também dívidas com os líderes comunitários. Começamos a pagar pouco a pouco”, disse Chapo, que entende que há várias coisas ainda por serem feitas, daí que informou que, para tal, é necessário que haja paz e reconciliação.

“Para tudo isto e muito mais acontecer, a primeira coisa é a paz, a unidade nacional e a reconciliação. Vamos sentar com todos os partidos. Começamos com aqueles que têm assentos na Assembleia da República, nas Assembleias Provinciais e Municipais para assinar um compromisso. A assinatura é apenas um começo”, disse o Chefe do Estado, para quem o acordo visa perceber e estancar a onda de conflitos que têm vindo a surgir a cada cinco anos após a realização de eleições.

O Presidente da República, Daniel Chapo, foi calorosamente recebido na sua primeira visita à província de Nampula,

O chefe de Estado, Daniel Chapo, disse que pensar diferente não pode ser um problema para os moçambicanos. Deu o exemplo de casais que, apesar de estarem unidos pelo casamento, pensam de forma diferente e até às vezes têm discordâncias. No entanto, apesar disso, não partem para a destruição dos seus bens.

“Pensar diferente é bom, mas o facto de pensar diferente não pode nos levar à violência. O ódio gera o ódio. É a lei da natureza: cada um colhe o que plantou. Quem planta milho não vai colher laranja”, disse, indicando que é preciso que os políticos sejam chamados a pregar o amor, porque só assim vamos construir o país.

“Cada um deve ser bem parte da paz e reconciliação, paz e perdão”, disse, explicando que os moçambicanos não podem permitir que destruam as infraestruturas públicas, porque, segundo Daniel Chapo, quem destrói um hospital estará a destruir o hospital do povo, criando condições para o sofrimento dos moçambicanos.

Chapo também aproveitou o comício em Nampula para condenar a onda de violência que se tem gerado em alguns distritos de Nampula, que culminam com a destruição de unidades sanitárias, sob o pretexto de que os hospitais estariam a espalhar a cólera.

O estadista moçambicano indicou que a cólera é uma doença das mãos sujas, daí que em nenhum momento pode ser espalhada por um hospital.

“A cólera é uma doença igual a outras doenças. Só que a cólera é rápida como a Covid-19. Para não ter a cólera, o segredo é manter limpa onde estamos”. Faizal Ibramugy

 

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