ECONOMIA
Moçambique registou 326 acidentes que causaram mais de 400 mortes no primeiro semestre
Moçambique registou um aumento preocupante de acidentes de viação no primeiro semestre de 2025, com consequências mais graves em relação ao mesmo período do ano passado.
De Janeiro a Junho foram reportados 326 acidentes, contra 310 em 2024, o que representa um acréscimo de 5%. Em termos de vítimas, os números são ainda mais alarmantes: 409 pessoas perderam a vida, contra 366 do ano anterior, correspondendo a uma subida de 12%.
Segundo Alcides Maculele, director da Divisão de Fiscalização e Segurança Rodoviária do INATRO, a maioria dos acidentes ocorreu na região sul, com destaque para a cidade e província de Maputo, Gaza e Inhambane. No centro do país, a província de Manica foi palco de um acidente que vitimou 23 pessoas.
Maculele lamentou o impacto humano destas tragédias, sublinhando que “estamos a falar de acidentes de grande magnitude que destruíram famílias e comunidades inteiras”. Apenas oito ocorrências de grande impacto foram responsáveis por dezenas de óbitos, incluindo duas registadas a 18 de Junho, nas províncias de Maputo e Gaza, que ceifaram a vida a 34 pessoas.
O responsável falava em Nampula, à margem da cerimónia de lançamento oficial do Projecto de Serviços de Consultoria para campanhas de educação e sensibilização em segurança rodoviária no Corredor de Nacala, que abrange as estradas N1, N12 e N13 e de avaliação das causas da fraca adesão dos condutores aos Centros de Inspecção de Nacala-Porto e Lichinga.
Na ocasião, recordou que, em Abril, o Governo de Moçambique aprovou o Plano de Acção de Segurança Rodoviária a curto prazo, válido até Dezembro de 2025. A iniciativa está alinhada à Década de Acção para a Segurança Rodoviária, que tem como meta a redução em 50% do número de mortos e feridos graves até 2030.
“O que hoje testemunhamos enquadra-se nessa política estratégica e reforça o nosso compromisso com a fiscalização e prevenção”, concluiu Maculele. Faizal Raimo