ECONOMIA
Moçambique regista 662 mortos em acidentes de viação entre Janeiro e Setembro
Moçambique registou 662 mortos em acidentes de viação entre Janeiro e Setembro deste ano, um aumento significativo face aos 555 óbitos contabilizados no mesmo período de 2024. Os dados foram apresentados pelo vice-comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM), Aquilassi Kapangula Manda, que alertou para o agravamento da sinistralidade rodoviária no País.
Kapangula falava esta segunda-feira, em Maputo, na abertura da Reunião Nacional da Polícia de Trânsito, integrada na 33.ª edição das Jornadas de Trânsito, com actividades a decorrer simultaneamente em todas as províncias. De acordo com os números divulgados, o País registou 488 acidentes de viação, contra 459 do período homólogo de 2024, o que representa um crescimento de 6%. Além das vítimas mortais, foram igualmente registados 1.207 feridos, entre graves e ligeiros.
O dirigente sublinhou que o actual cenário constitui uma preocupação crescente para o Governo e para o Comando-Geral da PRM.
“Esta subida das cifras dos acidentes de viação e das suas consequências constitui uma grande preocupação para o Governo de Moçambique e, em particular, para o Comando-Geral da PRM. Enquanto actores-chave na segurança rodoviária, devemos assumir a vanguarda no aprimoramento das medidas de prevenção e combate a este fenómeno, em estreita colaboração com os nossos parceiros”, afirmou.
A reunião junta oficiais da Polícia de Trânsito e diversas instituições parceiras, com o objectivo de definir estratégias sólidas e imediatas para reduzir o impacto humano, social e económico provocado pelos acidentes. O vice-comandante apelou aos participantes para assumirem maior responsabilidade e coordenação.
“Perante o actual quadro estatístico das mortes resultantes dos acidentes rodoviários, a sociedade espera e exige de nós as melhores soluções para reverter o cenário e transformar as estradas nacionais em lugares seguros”, disse Kapangula, pedindo rigor técnico e criatividade na busca de respostas eficazes.
O dirigente concluiu defendendo a necessidade de uma agenda ambiciosa e integrada.
“Esta reunião deve produzir estratégias capazes de reduzir o impacto negativo dos acidentes de viação. Devemos dedicar toda a nossa criatividade e capacidade intelectual para encontrarmos soluções proactivas e imediatas que contribuam para a erradicação deste mal social”, reforçou. Vânia Jacinto