ECONOMIA

Mais de 2.000 moradores de Nachilapa passam a ter acesso à energia eléctrica em Ribáuè

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RIBÁUÈ, 28 de Abril de 2025 – Mais de 2.000 residentes do bairro de Nachilapa, no distrito de Ribáuè, província de Nampula, passaram a ter acesso à energia eléctrica, após a inauguração da rede local, fruto de um investimento de cerca de 10 milhões de meticais. A iniciativa visa impulsionar o desenvolvimento económico, melhorar a qualidade de vida e criar novas oportunidades para a população.

Durante a cerimónia de inauguração, o Governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, descreveu o momento como histórico para a comunidade.

“Não olhemos este acto como um simples acender de luzes, mas como uma resposta a uma necessidade e a um anseio antigo da nossa população”, afirmou, sublinhando que a chegada da energia representa segurança, conforto e novas possibilidades de crescimento.

Abdula destacou ainda o esforço financeiro do Governo para viabilizar o projecto:
“Investimos pouco mais de 10 milhões de meticais para trazer a energia até Nachilapa, porque acreditamos que o desenvolvimento só é possível começando pelas infraestruturas básicas”, reforçou.

O Presidente do Município de Ribáuè, Osvaldo Celestino, partilhou da mesma visão, apontando para os impactos positivos que a electrificação trará à economia local.
“Hoje celebramos um marco importante. A energia eléctrica não iluminará apenas as nossas casas; abrirá novas oportunidades de negócios, impulsionará o turismo local e estimulará o desenvolvimento socioeconómico da nossa vila”, afirmou.

Celestino adiantou ainda que, após a electrificação de Nachilapa, a prioridade será expandir a rede para outros bairros e reconstruir infraestruturas essenciais, como as pontes sobre o rio Mussi, para melhorar a mobilidade e o acesso aos serviços públicos.

A chegada da energia foi recebida com entusiasmo e esperança renovada pela população. António Abibo, camponês, expressou a satisfação dos moradores:

“A vinda da energia vai melhorar muito a nossa vida. Haverá mais oportunidades de negócio, diversão e qualidade de vida. Pensávamos que estávamos esquecidos, mas agora vemos que o governo está a trabalhar para nós.”

Outro morador, José Companhia, também camponês, partilhou as mudanças já sentidas na sua família:
“Antes, sem energia, vivíamos na escuridão completa. Agora, com duas semanas de electricidade, já comprei uma televisão, os meus filhos estão a divertir-se, assistimos futebol e começamos a ver melhorias na nossa vida.”

Em nome da comunidade, um representante local aproveitou a ocasião para solicitar atenção a outras necessidades urgentes, como a reconstrução da ponte sobre o rio Cino.

“Pedimos com fé e urgência a reconstrução da ponte, vital para que as nossas crianças cheguem à escola, para que doentes e mulheres grávidas possam chegar ao hospital, e para que as famílias não fiquem isoladas nas épocas de chuva”, apelou.

A comunidade solicitou ainda a construção de salas de aula em materiais convencionais e o reforço dos serviços de saúde comunitária, através da formação de agentes polivalentes.

As autoridades apelaram à responsabilidade colectiva na preservação das infraestruturas.
“Devemos ser vigilantes. A protecção destas conquistas é fundamental para garantir que este progresso seja duradouro e beneficie as nossas famílias por muitos anos”, concluiu Osvaldo Celestino. Daniela Caetano

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