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Jovem detido por morte de guarda durante assalto a estaleiro em Nampula

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) apresentou, nesta terça-feira (27), um jovem de 20 anos, natural de Nacala, suspeito de envolvimento num caso de homicídio agravado ocorrido no bairro Muhaivire, na cidade de Nampula. A vítima foi um guarda de um estaleiro, que perdeu a vida durante uma tentativa de assalto.

Segundo a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Nilza Chaúque, o suspeito encontra-se sob custódia policial, enquanto decorrem diligências para a localização de outros indivíduos que se encontram em fuga.

“Trata-se de um caso de homicídio agravado ocorrido no bairro Muhaivire. Um cidadão encontra-se sob custódia policial por, juntamente com os seus comparsas, ter invadido um estaleiro por volta da meia-noite, onde encontraram um guarda noturno. Na tentativa de impedir o roubo de bens e peças de viaturas, o guarda foi agredido com recurso a um ferro, vindo a perder a vida no local”, explicou Chaúque.

Ainda segundo a PRM, após o assassinato, o grupo deslocou-se a outro posto de trabalho, onde agrediram um segundo guarda, colega da vítima mortal. Este encontra-se internado no Hospital Central de Nampula, com ferimentos graves.

“Um segundo guarda foi também agredido fisicamente e está hospitalizado a receber cuidados médicos”, acrescentou a porta-voz.

O jovem detido nega ter cometido o homicídio, assumindo apenas a agressão ao guarda que sobreviveu.

“Eu estou a ser acusado de matar um guarda, mas só feri um. Eu não matei ninguém. Lutei com o meu colega na oficina, naquele estaleiro onde ele vive. Ele tentou impedir-me de levar uns semi-eixos, agarrámo-nos, e depois chegaram outros e levaram-me. Eu sou mecânico da oficina”, justificou-se o suspeito.

As autoridades confirmam que o processo foi já remetido aos órgãos competentes para responsabilização criminal.

“As peças de expediente foram elaboradas e encaminhadas aos órgãos de justiça. As diligências continuam para neutralizar os outros comparsas que participaram neste acto criminoso”, concluiu Chaúque. Daniela Caetano

 

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