SOCIEDADE
Jornalismo em Nampula avança no digital, mas sobrevive na precariedade
O jornalismo em Nampula está a adaptar-se à era digital, mas continua marcado por fortes limitações estruturais. A conclusão é de uma tese de doutoramento apresentada por Candifula de Castro, baseada num estudo realizado em cinco redacções da província.
A pesquisa revela que a digitalização ocorre de forma desigual, condicionada por acesso limitado à internet, escassez de recursos técnicos e fraca formação digital. Neste contexto, o telemóvel tornou-se a principal ferramenta de trabalho, permitindo aos jornalistas produzir e publicar conteúdos em tempo real.
Apesar dos avanços, o estudo aponta fragilidades no sector, incluindo a ausência de modelos de negócio digital consolidados e a forte dependência de plataformas como Facebook e WhatsApp para a disseminação de conteúdos.
O autor destaca ainda o conceito de “caracatismo”, para descrever um jornalismo de sobrevivência, marcado por precariedade, mas também por capacidade de adaptação e criatividade nas redacções locais.
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