ECONOMIA
Instituto Industrial e Comercial de Nampula lança 311 técnicos para o mercado
O Instituto Industrial e Comercial de Nampula graduou, esta sexta-feira (19), um total de 311 novos técnicos médios, dos quais 93 mulheres, em áreas como contabilidade, logística, recursos humanos, electricidade industrial, administração de sistemas e redes, mecânica e construção civil.
Em mensagem lida pelo representante, os finalistas comprometeram-se a ser agentes de transformação social, colocando em prática as competências adquiridas e contribuindo para o combate à corrupção, à discriminação e ao desemprego, com foco no desenvolvimento humano e na paz social.
Paridade no ensino técnico é compromisso do Governo, diz SE
O Secretário de Estado de Nampula, Plácido Pereira, afirmou que o Governo está comprometido em reforçar a qualidade do ensino técnico-profissional, alinhando a formação às necessidades reais do mercado de trabalho e promovendo estágios pré-profissionais para facilitar a inserção dos jovens.
O governante destacou ainda a presença das mulheres em cursos tradicionalmente masculinos, como mecânica e electricidade, classificando o facto como sinal de mudança e de inclusão. “O Governo prioriza a promoção da igualdade de género e incentiva a participação feminina em áreas tradicionalmente dominadas por homens, como a construção civil, a electricidade e a mecânica. Por isso, queremos saudar as 93 graduadas do sexo feminino que hoje se formaram em algumas destas áreas”, sublinhou.
O Secretário de Estado frisou igualmente que a promoção de estágios pré-profissionais, remunerados ou não, continuará a ser uma aposta para garantir experiência prática e facilitar a entrada dos jovens no mercado laboral.
Plácido Pereira encorajou os recém-graduados a pautarem pelo profissionalismo, ética e integridade, sublinhando que a corrupção “corrói o tecido social e económico e atrasa o desenvolvimento”.
“Observem sempre os valores de integridade, idoneidade, transparência, profissionalismo e respeito pelos princípios éticos, pelos bens públicos e pela vida humana, distanciando-se de actos de corrupção. Encorajamos ainda que, com a mesma determinação e força de vontade demonstradas ao longo da formação, apliquem as competências adquiridas na identificação de oportunidades existentes no mercado de trabalho, transformando-as em soluções que contribuam para a criação do autoemprego”, disse. Redacção