ECONOMIA
IFPELAC forma mais de 600 jovens em Nampula
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) formou 621 jovens na província de Nampula, em diversos cursos profissionalizantes, com destaque para as áreas de cozinha, confeitaria, informática básica, electricidade e mecânica. A maioria dos formandos — cerca de 60% — é do sexo feminino, num esforço orientado para a inclusão e o desenvolvimento socioeconómico sustentável.
A cerimónia de graduação foi presidida pelo Secretário de Estado da Província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, que elogiou o desempenho do instituto e exortou os formandos a aplicarem os conhecimentos com responsabilidade e compromisso com as comunidades.
“Adquiriram ferramentas essenciais para o mercado de trabalho e para o empreendedorismo. É hora de transformar essa formação em acção, primando pela produtividade e pela ética profissional,” disse o governante.
Na ocasião, Plácido Pereira sublinhou que o Governo considera a formação profissional um instrumento crucial para o desenvolvimento económico e social inclusivo.
A delegada provincial do IFPELAC, Henriqueta Nhangube, anunciou a expansão das acções formativas para zonas de difícil acesso.
“Pretendemos continuar a formação através dos nossos centros físicos, mas também alargar o alcance com as unidades móveis de formação profissional, que nos permitem chegar a locais mais recônditos onde o IFPELAC ainda não está presente. Por enquanto, vamos entrar nos distritos de Eráti, Murrupula e Malema,” afirmou.
Ela explicou ainda que os cursos têm, em média, três meses de duração, mas há também programas mais longos, entre dez a onze meses, em regime de formação em alternância — parte no centro, parte em empresas.
Apesar dos avanços, a delegada lamentou a falta de kits de inserção profissional para os formandos desta fase, devido à ausência de apoio do Instituto Nacional de Emprego (INEP).
“Para este grupo que hoje termina a formação, infelizmente, não temos kits a distribuir. Os dados dos graduados serão encaminhados ao INEP para futuras oportunidades de apoio,” esclareceu.
Por sua vez, os graduados, através de uma mensagem colectiva, reconheceram o valor da formação recebida não apenas a nível técnico, mas também no desenvolvimento pessoal.
“Saímos mais conscientes, preparados e motivados para servir com responsabilidade. Agradecemos ao Governo de Moçambique pelo investimento contínuo no capital humano e à nossa casa académica, o IFPELAC, por nos acolher e preparar com excelência.” Vânia Jacinto
Omar João Augusto
Abril 12, 2026 at 8:04 am
Será que podem mim ajudar a saber sobre essas formações?